Raça, amor e paixão: muro do Flamengo deixa transbordar cultura rubro-negra

Até Zico deu pitaco no trabalho dos artistas que o homenagearam: 'Pinta direitinho, que esse cara jogava legal', disse, ao passar de carro

Por Paula Autran 1 Maio 2026, 07h05
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Muro do clube da Gávea: trabalho exigiu150 litros de tinta acrílica e 55 latas de spray  (Millena ferreira/Divulgação)
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Com a maior torcida do Brasil e uma das grandes do mundo, o Flamengo não é de ficar em cima do muro. A prova disso está nas paredes que marcam os limites do clube da Gávea: com mais de 350 metros, elas viraram tela para painéis de arte urbana criados por craques como Marcelo Jou, Ian Salamente e Guga Liuzzi a fim de extravasar  símbolos da cultura rubro-negra.

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Zico: Até o Galinho de Quintino deu pitaco na obra que o homenageou (Millena ferreira/Divulgação)

“O desafio era materializar o que é ser Flamengo, aquele time que a gente encontra em cada esquina e que desperta um sentimento que parece imaterial”, conta Desiree Reis, gerente de Patrimônio Histórico, que trabalhou na curadoria das artes e na idealização do museu a céu aberto, que começou no lado da Rua Mario Ribeiro, avançou pela Ministro Raul Machado e acaba de se estender à Gilberto Cardoso.  Mais de 150 litros de tinta acrílica e 55 latas de spray já foram usados em desenhos como o que retrata a obra do cartunista Henfil (1944-1988), resgatando a memória do urubu, mascote do clube; e o que homenageia Zico – “nosso representante maior”, resume Desiree.

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Henfil: resgate do Urubu (Millena ferreira/Divulgação)
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Segundo ela, muitos flamenguistas paravam o carro para dar pitacos durante as pinturas. “É bom porque o torcedor participou dizendo o que é ser Flamengo. Deve até ter tido impacto no trânsito”, brinca a gerente, contando que um deles foi o próprio Galinho de Quintino: “Ele abriu o vidro e brincou: ‘Pinta direitinho, que esse cara jogava legal'”.

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