Como vão funcionar as motofaixas da Zona Sul do Rio

Intenção da prefeitura é que novas faixas exclusivas para motos reduzam o número de acidentes

Por Da Redação 14 Maio 2026, 12h10
Ciclofaixas na Avenida Maracanã
Motofaixas: até dezembro de 2026, serão 74 quilômetros de intervenções em vias estratégicas e corredores importantes, como Lagoa-Barra, Avenida das Américas, Linha Vermelha e ligações entre Zona Sul e Galeão (CET-Rio/Divulgação)
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Agora é oficial. Após anunciar pelas redes sociais a criação de motofaixas preferenciais em vias estratégicas da Gávea e da Lagoa, na Zona Sul, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assinou um decreto, publicado na edição desta quinta (14) no Diário Oficial do município, implementando as faixas exclusivas para motocicletas de forma experimental, como medida para tentar combater a alta de acidentes de moto no município. O limite de velocidade será de 60 km/h. Apesar de o uso da motofaixa não ser obrigatório, a orientação dos órgãos de trânsito do Rio é que os motociclistas prefiram trafegar por elas, especialmente em momentos de congestionamento.

Segundo a presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), Marize Ribeiro, as novas faixas começam a ser implementadas já nesta quinta (14), no Túnel Acústico Rafael Mascarenhas: “Nesse trecho, a gente tem cerca de 67 mil veículos por dia nos dois sentidos trafegando. O volume aqui é muito alto e, com as motofaixas, a gente consegue dar mais segurança e mais agilidade para o motociclista”. Também haverá motofaixas na Autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, na Rua Mário Ribeiro e nas avenidas Padre Leonel Franca, Borges de Medeiros e Epitácio Pessoa, num total de 19 quilômetros. Em todas elas, as faixas exclusivas funcionarão em ambos os sentidos. As novas faixas, sinalizadas na cor azul, vão ocupar o espaço entre as pistas de rolamento já existentes, preferencialmente entre a faixa da esquerda e a central. Carros e outros veículos poderão atravessar as motofaixas apenas para mudanças de faixa, desde que sinalizem a manobra. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-RIO) assume o monitoramento do desempenho das faixas e a instalação da sinalização, que deve começar ainda nesta semana.

No decreto, Cavaliere cita um documento da ONU que prevê metas para redução de mortes no trânsito até 2030. Estudos indicam alta adesão dos motociclistas às motofaixas, com índices entre 86% e 96%, além de melhora na organização do fluxo de veículos. No entanto, a prefeitura destaca que a segurança depende também de fiscalização e controle de velocidade, com uso de tecnologia, videomonitoramento e radares. No anúncio das faixas, feito nas redes sociais, Cavalieri reforçou que a medida vai trazer “mais segurança e mais organização no trânsito” da Zona Sul. Segundo o deputado federal Daniel Soranz (PSD), ex-secretário municipal de Saúde, o Rio teve alta no número de vítimas de acidente de trânsito no ano passado: foram 17 mil vítimas de acidentes de trânsito em 2025, a maioria delas em ocorrências de moto. “O Hospital do Andaraí tem um andar inteiro só de enfermaria para acidente de moto”, disse Soranz.

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A primeira motofaixa do Rio foi criada em 2024 na autoestrada Engenheiro Fernando Mac Dowell, em São Conrado, no sentido Lagoa, com 2 quilômetros de extensão. O corredor formado pela Avenida Rei Pelé e Rua Teixeira Soares, no Maracanã, foi o segundo local e recebeu 2,4 quilômetros no sentido Centro, e 1,7 quilômetros no sentido Méier. O plano é expandir as motofaixas em eixos de grande circulação viária, com objetivo de ordenar o fluxo de veículos, além de reduzir os acidentes. Em julho, o elevado Engenheiro Freyssinet (Paulo de Frontin) receberá cinco quilômetros. Até dezembro de 2026, serão 74 quilômetros de intervenções em vias estratégicas e corredores importantes, como Lagoa-Barra, Avenida das Américas, Linha Vermelha e ligações entre Zona Sul e Galeão.

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