Passo a passo: método musical carioca chegou até a Filarmônica de Paris

Criado numa sala de aula do CAp Uerj, O Passo comemora trinta anos em espetáculos no Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, no CCBB

Por Paula Autran 18 set 2026, 06h03
Grupo de pessoas dançando em palco escuro, com iluminação laranja e vermelha. As figuras estão borradas pelo movimento, vestindo roupas em tons de vermelho, laranja e amarelo, algumas com saias e calças. O chão tem linhas brancas formando quadrados.
Andança: método de ensino musical chegou para ficar tanto em baterias como as da Mangueira e do Monobloco quanto no coro barroco francês Les Timbres (Fernando Linares/Divulgação)
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Uma caminhada que começou em 1996 no Colégio de Aplicação da Uerj, alcançando países como França e Alemanha, renova o fôlego no Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens, no CCBB. Nos dias 19 e 26 de setembro, serão comemorados com apresentações cênico-musicais os trinta anos do carioquíssimo método O Passo, criado em sala de aula pelo músico e educador Lucas Ciavatta.

Por meio do andar e da pulsação, ele possibilita o ensino do ritmo, despertando a musicalidade independentemente de dom ou do acesso a instrumentos. Foi o ponto de partida de uma trajetória de sucesso que chegou para ficar tanto em baterias, como as da Mangueira e do Monobloco, quanto no coro barroco francês Les Timbres, na Filarmônica de Paris e no renomado Conservatório Nacional Superior de Música e Dança de Paris — onde passou a ser disciplina fundamental na formação de professores.

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“É um modelo de regência que mobiliza o corpo inteiro, não apenas as mãos. Cada um passa a ser o seu próprio maestro, literalmente incorporando o som”, explica Daniela Ferreira, coordenadora de projetos especiais do Instituto d’O Passo, à frente da programação de aniversário: “Ele oferece liberdade no fazer musical, por isso, chega a pessoas tão diversas.”

 

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