Operação da Polícia Civil prende sete envolvidos em esquema de roubo
Grupo ligado ao Comando Vermelho que explodia caixas eletrônicos e roubava casas de luxo movimentou cerca de R$ 30 milhões em cinco anos
Sete pessoas já foram presas pela Polícia Civil do Rio nesta quarta (25), em uma operação ainda em andamento contra um braço do Comando Vermelho (CV) especializado em explodir caixas eletrônicos e em roubar residências de luxo. Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco-IE) saíram para cumprir 16 mandados de prisão e 32 de busca e apreensão não só no estado do Rio, mas também em Santa Catarina. O bloqueio de cerca de R$ 30 milhões vinculados ao grupo foi solicitado à Justiça, assim como a indisponibilidade de imóveis e veículos de luxo vinculados aos investigados, com o objetivo de descapitalizar a organização e interromper o fluxo financeiro. Entre os presos está um PM.
Segundo a Polícia Civil, as cabeças do esquema estavam em Joinville, Santa Catarina. Lá, quem selecionava as vítimas, bancava as ações e dividia os lucros era Eduardo Lima Franco, o Dudu, que está foragido. Já Augusto Leopoldo Vargas, especialista em maçaricos que vinha ao Rio para os assaltos, foi preso. Os investigadores interceptaram uma conversa em que eles planejavam um roubo a uma residência em Ipanema, onde haveria dólares, euros e joias com diamantes.
Um “núcleo de inteligência” levantava os endereços, e os ataques eram feitos com maçaricos industriais fornecidos pelo Comando Vermelho, que cuidava da logística das ações, providenciando também carros e locais para abrigo e ocultação, antes e após os crimes. O policial militar Jefferson Vieira do Nascimento, lotado no Batalhão de Copacabana, fazia a escolta durante as ações. Ele já foi preso, em flagrante, durante um desses roubos.
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Os agentes identificaram a movimentação de cerca de R$ 30 milhões ao longo de 5 anos, por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas usadas para dissimular a origem ilícita dos recursos. Parte da lavagem desse dinheiro era feita por uma joalheria de Niterói, também investigada por ocultar valores provenientes do tráfico de drogas no Complexo do Viradouro. Parte dos mandados da Justiça foi cumprida lá em em Itaboraí, além do Rio e Joinville.







