Oruam vira réu por tentativa de homicídio contra policiais. Entenda o caso

Juíza da 3ª Vara Criminal aceitou denúncia do Ministério Público contra rapper e um amigo por episódio em que dispararam pedras em civis

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jul 2025, 12h11
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Oruam: rapper, mãe e irmão são procurados pela Polícia Civil e considerados foragidos da Justiça (Redes sociais/Reprodução)
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Uma denúncia do Ministério Público (MP) foi acatada pela juíza Tula Correa de Mello, da 3ª Vara Criminal, que tornou réus por tentativa de homicídio qualificado o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno — o Oruam — e Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, amigo do cantor. 

O músico responde por sete crimes — entre eles, tráfico de drogas, associação ao tráfico, desacato, lesão corporal e outros — em prisão preventiva desde o último dia 21, quando ele e amigos impediram um mandato de busca e apreensão contra um jovem menor de idade procurado por tráfico e roubo no Complexo da Penha. Um vídeo do episódio revela Oruam agredindo um carro de polícia, antes dos agentes deixarem o local. 

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Ainda segundo a denúncia, o rapper estava acompanhado de outros homens não identificados na varanda de sua casa, e teriam arremessado pedras (de quase 5 quilos) contra os policiais de uma altura de 4 metros. Um deles foi atingido nas costas. É a primeira vez que o rapper é condenado como réu pelo episódio e foi preso preventivamente. Segundo o MP, os réus agiram com dolo eventual, assumindo o risco de matar os agentes policiais. 

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Nas redes sociais do cantor, Oruam fez publicações incitando violência e desafiando a presença da polícia. Os atos, segundo a Promotoria, são configurados como motivo torpe, meio cruel e tentativa de homicídio contra agentes em serviço. O artista se entregou no dia seguinte ao ocorrido.

A Defesa de Oruam alega que a suposta lesão corporal não provocou risco de vida.  “Houve abertura de um inquérito sobre os fatos apurados em outro flagrante cujo indiciamento fora de lesão corporal e que teve como resultado pericial a conclusão de que a lesão supostamente sofrida pelo policial não causou risco de vida”. A assessoria de imprensa afirma que as pedras foram jogadas em momento de desespero e em legítima defesa: “Oruam jogou pedras nos mais de 20 carros descaracterizados que estavam em sua porta após ser ameaçado de morte com armas de fogo, socos, chutes, empurrões, ter sua casa revirada e ser altamente agredido quando não oferecia nenhum tipo de resistência, sem qualquer justificativa legal”, informou a equipe do rapper. 

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