Eduardo Paes chama Garotinho de “candidato laranja para melar eleição”
Em vídeo, ele acusa o ex-governador de tentar beneficiar seu oponente, Douglas Ruas, permitindo a dele vitória ainda no primeiro turno
O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) acusou os candidatos Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL) de articularem uma “armação” para impedir a realização do segundo turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro. Em um vídeo publicado nas redes sociais na noite desta segunda (5), o ex-prefeito do Rio, que foi para o segundo turno com o candidato do PL, chamou o ex-governador do estado de “candidato laranja“, após ele desistir do recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura. Segundo ele, a manobra teria como objetivo beneficiar seu oponente, permitindo sua vitória ainda no primeiro turno.
“Demorou, mas hoje finalmente está todo mundo sabendo do escândalo que eu estou alertando desde o início da campanha. A armação do Garotinho com o Douglas Ruas para o candidato do PL vencer a eleição no tapetão. A minha campanha, desde o começo, denunciou que o Garotinho era um candidato laranja”, afirmou Eduardo Paes. “Estão tentando tirar o seu poder de dizer quem vai ser o governador e transferir esse poder para o Garotinho”, acrescentou.
Douglas Ruas terminou a apuração com 49,27% dos votos válidos, contra 42,76% de Eduardo Paes. O ex-governador teve cerca de 3,18%, que ficaram sub-júdice. A retirada desses votos reduz o universo de votos válidos usado para calcular o percentual dos demais candidatos. Ruas, portanto, supera os 50% e passa da maioria absoluta exigida para a eleição em primeiro turno.
Ainda na noite de segunda (5), o PSOL-RJ protocolou um recurso no TSE para contestar a desistência e a tentativa de retirada do recurso apresentado pela defesa de Anthony Garotinho no processo que discute o registro de sua candidatura ao governo do RJ. Segundo o partido, o objetivo é garantir que os votos recebidos por Garotinho continuem sendo tratados de acordo com as regras eleitorais e que os efeitos sobre o resultado do 1º turno sejam definidos pela Justiça Eleitoral, e não por uma decisão unilateral da candidatura.
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Ruas não quis se manifestar sobre o assunto e Garotinho ainda não se posicionou sobre as acusações de Paes.






