Passageiros reclamam de assédio de taxistas e até engraxates no Galeão
A concessionária RIOGaleão afirma que “atua junto aos órgãos públicos responsáveis pela segurança para que situações como as relatadas não ocorram"
Uma prova de resistência. Assim definem passageiros que desembarcam no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, o Galeão. Principalmente no setor de chegadas internacionais, viajantes reclamam do assédio de taxistas, motoristas de aplicativo, vendedores de chips de celular e até de engraxates.
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Alvos fáceis são os estrangeiros, que não dominam o português e acabam caindo na lábia dos “prestadores de serviço”. Mas cariocas não estão imunes às abordagens agressivas. A advogada Mariana Bogado, de 46 anos, foi intimidada com a mãe, de 73.
“Já cheguei a ser abordada por seis homens ao mesmo tempo num percurso mínimo. Eles têm a audácia de perguntar para onde você vai. Desta vez, eu disse que não tinha que dar satisfações da minha vida. Meu sangue ferveu quando ele falou: “Vai com Deus”, em tom de deboche e continuou falando por trás de nós duas. Eu disse que iria chamar a polícia. É um corredor de assédio para quem só quer deixar o aeroporto em paz. Eles enrolam turistas. Já vi cobrarem US$ 300 (mais de R$ 1,5 mil) daqui para Copacabana. Isso tem que acabar”, disse Mariana ao GLOBO.
Agentes da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que circulam pelo saguão do aeroporto, e as polícias Civil e Federal, que têm postos fixos no local, assim como seguranças privados que circulam no Galeão parecem nada ver.
Em nota, a RIOGaleão afirmou que “atua junto aos órgãos públicos responsáveis pela segurança para que situações como as relatadas não ocorram e que está comprometida com a busca de soluções.” Já a concessionária espanhola Aena, que venceu leilão na semana passada e deve assumir o aeroporto no segundo semestre, disse que “trabalha no planejamento da transição e se pronunciará futuramente sobre os planos para o aeroporto”.
A Polícia Civil declarou que “todas as práticas criminosas são apuradas com rigor”, e a Guarda Municipal informou que “atua no entorno do aeroporto, dando fluidez e fiscalizando irregularidades no trânsito”. Enquanto que a Secretaria municipal de Transportes (SMTR), ressaltou que “faz ações para garantir que os passageiros de táxis e carros de aplicativo sejam atendidos com respeito, segurança e transparência na cobrança das corridas”.







