Passageiros reclamam de assédio de taxistas e até engraxates no Galeão

A concessionária RIOGaleão afirma que “atua junto aos órgãos públicos responsáveis pela segurança para que situações como as relatadas não ocorram"

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 abr 2026, 15h55
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Galeão: passageiros reclamam de assédio no desembarque (RIOGALEÃO/Divulgação)
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  • Uma prova de resistência. Assim definem passageiros que desembarcam no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, o Galeão. Principalmente no setor de chegadas internacionais, viajantes reclamam do assédio de taxistas, motoristas de aplicativo, vendedores de chips de celular e até de engraxates.

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    Alvos fáceis são os estrangeiros, que não dominam o português e acabam caindo na lábia dos “prestadores de serviço”. Mas cariocas não estão imunes às abordagens agressivas. A advogada Mariana Bogado, de 46 anos, foi intimidada com a mãe, de 73.

    “Já cheguei a ser abordada por seis homens ao mesmo tempo num percurso mínimo. Eles têm a audácia de perguntar para onde você vai. Desta vez, eu disse que não tinha que dar satisfações da minha vida. Meu sangue ferveu quando ele falou: “Vai com Deus”, em tom de deboche e continuou falando por trás de nós duas. Eu disse que iria chamar a polícia. É um corredor de assédio para quem só quer deixar o aeroporto em paz. Eles enrolam turistas. Já vi cobrarem US$ 300 (mais de R$ 1,5 mil) daqui para Copacabana. Isso tem que acabar”, disse Mariana ao GLOBO.

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    Agentes da Polícia Militar e da Guarda Municipal, que circulam pelo saguão do aeroporto, e as polícias Civil e Federal, que têm postos fixos no local, assim como seguranças privados que circulam no Galeão parecem nada ver.

    Em nota, a RIOGaleão afirmou que “atua junto aos órgãos públicos responsáveis pela segurança para que situações como as relatadas não ocorram e que está comprometida com a busca de soluções.” Já a concessionária espanhola Aena, que venceu leilão na semana passada e deve assumir o aeroporto no segundo semestre, disse que “trabalha no planejamento da transição e se pronunciará futuramente sobre os planos para o aeroporto”.

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     A Polícia Civil declarou que “todas as práticas criminosas são apuradas com rigor”, e a Guarda Municipal informou que “atua no entorno do aeroporto, dando fluidez e fiscalizando irregularidades no trânsito”. Enquanto que a Secretaria municipal de Transportes (SMTR), ressaltou que “faz ações para garantir que os passageiros de táxis e carros de aplicativo sejam atendidos com respeito, segurança e transparência na cobrança das corridas”.

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