Saiba quanto já foi gasto com restauro de patrimônios vandalizados em 2026

Em apenas quatro meses, a Prefeitura do Rio já gastou 90 000 reais com reparos, limpezas e reposições de monumentos públicos degradados

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 abr 2026, 13h16 | Atualizado em 13 abr 2026, 13h19
Vulnerável à luz do dia: estátua de Cazuza no Leblon tem os óculos levados novamente, após furto em 2021.
Vulnerável à luz do dia: estátua de Cazuza no Leblon tem os óculos levados novamente, após furto em 2021. (Reprodução/Internet)
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Em apenas quatro meses, os gastos da Prefeitura do Rio com vandalismo e furto a monumentos públicos já somam 90 000 reais em 2026. O valor equivale ao custo de reposição de peças e serviços de limpeza e manutenção dos patrimônios após ações de degradação.

De acordo com a Secretaria Municipal de Conservação, a previsão é queas despesas cheguem a 320 000 até agosto um impacto significativo dentro do orçamento da Gerência de Monumentos e Chafarizes, que tem previsão orçamentária de 2,1 milhões de reais para este ano.

Em 2025, cerca 30% dos 1,8 milhão de reais destinados à conservação foram consumidos por furtos e vandalismo, totalizando 540 mil reais. As informações são da Rádio CBN.

Para o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, as leis contra esse tipo de crime preveem punições muito leves, o que dificulta o combate.

“Quando a gente, dentro do nosso circuito de monitoramento da Civitas, do Centro de Operações, reconhece o autor da infração, reconhece o criminoso e ele é encaminhado para as delegacias, para as forças policiais de investigação, muitas das vezes ele sai antes do que os nossos próprios agentes“, contou o secretário à rádio.

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“Isso faz com que a gente clame para que a gente tenha leis federais mais rígidas para quem comete esse crime, para que o criminoso fique preso e pague por aquilo que ele cometeu e que a gente não desperdice dinheiro público, quando a gente poderia usar esse orçamento da cidade para a construção de novos monumentos“, completou.

Neste ano, ao menos cinco monumentos já foram alvo de depredação. O caso mais recente envolve justamente a estátua de Cazuza, no Leblon, em que óculos de sol em bronze da escultura foram furtados mais uma vez.

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Inaugurado em 2016, o monumento já havia sido alvo do mesmo crime em 2021. Na ocasião anterior, a reposição da peça foi feita por Lucinha Araújo, mãe do artista. A Polícia Militar informou que não foi acionada desta vez.

Outro episódio que chamou atenção foi o furto de um dos braços da estátua do Curumim, na Lagoa Rodrigo de Freitas, em março. A ação impressiona pela complexidade: a escultura fica dentro da água, afastada da margem, o que indica que os criminosos precisaram nadar até o local para retirar a peça de bronze.

O restauro de peças históricas pode ser caro e minucioso. A estátua de Noel Rosa, por exemplo, está em processo de recuperação após ter sido alvo de furto e depredação no ano passado em um serviço orçado em 65 mil reais.

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Casos como esse ajudam a explicar o alto custo do vandalismo para os cofres públicos, porque exigem mão de obra especializada e técnicas específicas para preservar as características originais dos monumentos.

Segundo a prefeitura, os maiores custos com vandalismo estão justamente na reposição de peças furtadas e na remoção de pichações. A Secretaria de Conservação informou que segue realizando vistorias e reparos nos monumentos atingidos.

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