Pequena África, grande potência: Feira Preta retorna ao Rio como festival
Reunindo shows, empreendedorismo, gastronomia, rodas de samba, debates e encontros de negócios, evento pretende atrair 30 000 pessoas em três dias
A Pequena África vai ficar gigante com a volta da Feira Preta. Depois de 10 anos longe do Rio, o festival vai ocupar o Píer Mauá, o Armazém Kobra e o próprio circuito histórico que dá nome à região. Mais do que shows – como os de Leci Brandão, Teresa Cristina, Sandra de Sá, Baile Black Bom e Awurê -, o evento propõe uma grande ocupação cultural e econômica do território, reunindo empreendedorismo, gastronomia, rodas de samba, debates e encontros de negócios.
A ideia é reunir 30 000 pessoas nos dias 29, 30 e 31 de maio para esta edição do programão, que nasceu em São Paulo, há 24 anos, pelas mãos da produtora cultural Adriana Barbosa. “Eu havia ficado desempregada e vendia roupas na Vila Madalena, mas perdi tudo num arrastão. Foi quando pensei em algo maior”, relembra ela, que começou com barracas montadas na Praça Benedito Calixto, e em 2024 levou 60 000 pessoas ao Ibirapuera.
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No ano passado, a Feira Preta aconteceu em Salvador. “Neste processo nos transformamos em um ecossistema a serviço do impacto social”, resume ela, lembrando que dos arquitetos e engenheiros ao pessoal da segurança, os empregados são negros. “Retornar ao Rio é reconhecer a força desse território na formação da cultura negra brasileira. Trata-se de um símbolo vivo de memória e resistência, mas também de futuro. É aqui que queremos afirmar a potência da economia preta como caminho de desenvolvimento”, planeja a fundadora do festival.





