Policiais que mataram empresário na Pavuna já estavam monitorando a vítima

Imagens de câmeras corporais mostram que agentes acompanharam deslocamento durante a madrugada antes dos disparos

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 abr 2026, 11h06
Daniel Patrício Santos Oliveira nas Cataratas do Iguaçu com a camisa do Botafogo
Daniel Patrício Santos Oliveira se mudaria com a família para Foz do Iguaçu (Reprodução/Arquivo pessoal)
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Imagens de câmeras corporais revelam que policiais militares envolvidos na morte do empresário Daniel Patrício Santos Oliveira, de 29 anos, na Pavuna, Zona Norte, monitoraram a vítima por horas antes da abordagem que terminou em tiros. O caso ocorreu na madrugada do último dia 26 e é investigado pela Polícia Civil.

De acordo com as gravações, que foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, os agentes passaram a acompanhar o deslocamento do empresário ainda durante a madrugada, com base em informações recebidas de uma terceira pessoa ainda não identificada. O monitoramento começou por volta de 1h53 e seguiu até pouco depois das 3h, quando o veículo foi interceptado.

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As imagens indicam que não houve montagem de blitz ou bloqueio formal na via, e desmonta a versão dos policiais que agiram em legítima defesa. Em determinado momento, um dos policiais se posiciona na pista e, ao perceber a aproximação do carro, avança e efetua disparos de arma de fogo contra o veículo.

Após a ação, ainda segundo os registros, há conversas entre os agentes sobre a forma como a ocorrência deveria ser relatada. A investigação apura a compatibilidade entre o que foi registrado nas câmeras e a versão inicialmente apresentada no boletim policial.

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O empresário foi atingido e morreu no local. Outras três pessoas que estavam no veículo sobreviveram. A vítima se mudaria em breve com a família para Foz do Iguaçu e deixa uma filha de 4 anos.

Os policiais envolvidos foram presos e respondem por homicídio. O caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Ministério Público, que apuram as circunstâncias da ação e a eventual participação de terceiros no monitoramento da vítima.

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