Ponte para o novo Centro: reforma dá nova função aos Arcos da Lapa
Ideia da prefeitura é que antigo aqueduto, por onde passa o bondinho de Santa Teresa, funcione como elo entre áreas da região que estão sendo revitalizadas
Construídos há 276 anos para transportar as águas do Rio Carioca até a então capital do Brasil Colônia, os Arcos da Lapa acabam de ter sua importância renovada no desenvolvimento da cidade. Com investimento de 1,7 milhão de reais, o monumento tombado pelo Iphan que atravessou os séculos com seus 42 aros passou por limpeza técnica e pintura, em uma intervenção que também recuperou a Praça Cardeal Câmara e dois painéis do artista chileno Jorge Selarón, próximos ao Santuário de Zé Pelintra.
A ideia da prefeitura é que o antigo aqueduto, por onde passa o bondinho de Santa Teresa, funcione também como elo entre áreas do Centro que concentram parte da economia criativa, do turismo e da vida noturna carioca. “Esta obra conversa com várias outras do entorno, como a da Escadaria Selarón, e com iniciativas de reurbanização do Centro, como a Rua da Cerveja”, explica o secretário municipal de conservação, Diego Vaz.
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Segundo ele, a região recebe um número de visitantes tão grande que supera o do Cristo Redentor. “Não temos catraca, mas podemos medir pelo mapa de calor”, garante ele, que já planeja novas etapas deste processo: “A próxima será a reforma do Passeio Público, prevista para começar dentro de um mês e meio”. Entre as transformações na vizinhança está o retrofit do Edifício Mesbla, rebatizado de Ora, que reabre em 2027 como residencial
na estratégia de revitalização do Centro.







