Justiça manda soltar MC Poze do Rodo, mas impõe medidas cautelares

Investigado na Operação Narco Fluxo, cantor não pode sair do Brasil e deve entregar o passaporte à Justiça

Por Da Redação 14 Maio 2026, 12h22
Habeas Corpus: MC Poze do Rodo consegue habeas corpus para sair da prisão
Habeas Corpus: MC Poze do Rodo consegue habeas corpus para sair da prisão (Reprodução/Instagram)
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Preso desde abril no Complexo Penitenciário de Gericinó, popularmente conhecido como Bangu 8, Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, foi solto na última quarta (13). A Justiça Federal concedeu um habeas corpus autorizando a soltura do cantor e impondo medidas cautelares como: comunicar uma eventual mudança de endereço; comparecer em juízo mensalmente; não deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias e não sair do país sem autorização judicial; e entregar o passaporte. 

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A decisão foi assinada pela desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal. A magistrada alegou o excesso de prazo nas investigações e ausência de denúncia formal do Ministério Público. A defesa de Poze solicitou ainda a extensão da medida ao empresário Henrique Viana, o Rato. “Nosso pedido foi aceito. Esperamos em breve poder retirar nosso cliente, Marlon Brendon, deste aprisionamento desnecessário e ilegal”, argumentou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves. 

 

O cantor é investigado na Operação Narco Fluxo, acusado de participar de uma organização criminosa que opera um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado às bets, venda de rifas clandestinas e tráfico de drogas internacional. O grupo teria feito transações ilegais que ultrapassam o montante de 1,6 bilhão de reais. O envolvidos no processo podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. MC Poze também já foi preso acusado de apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas.

Em abril, o Superior Tribunal de Justiça determinou a soltura de MC, mas a pedido da Polícia Federal o artista permaneceu em prisão preventiva. Relator do caso, o ministro do STJ Messod Azulay Neto havia concedido um habeas corpus para outro investigado na operação, o MC Ryan — decisão que caberia  aos demais presos, incluindo MC Poze e Raphael Sousa Oliveira. Ao todo, mais de trinta pessoas são investigadas na operação. 

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