Após ser preso pela PF, Márcio Canella não deve concorrer ao Senado
PL considera pré-candidato do União Brasil sem condição de disputar vaga; partido de Flávio Bolsonaro é aliado do do ex-prefeito de Belford Roxo
Lideranças do Partido Liberal consideram o ex-prefeito de Belford Roxo (RJ) Márcio Canella (União Brasil) sem condições políticas de disputar o Senado após ser alvo da Polícia Federal na quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta terça (7). Nos bastidores, já há quem defenda uma nova substituição no palanque de Flávio Bolsonaro (PL) no Rio – já estiveram contados para o cargo o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União Brasil), preso em outra fase da mesma operação, e o ex-governador Cláudio Castro (PL), também na mira da PF. “Ficou ruim para a chapa”, disse um dirigente do partido ouvido pelo UOL.
Canella é suspeito de integrar um esquema criminoso envolvendo postos de combustíveis. Segundo investigação da PF, com base em informações do Coaf, a lavagem de dinheiro operada pelo grupo movimentou R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. Ao cumprir mandato de busca e apreensão, os agentes encontraram um fuzil .556 no carro do ex-prefeito, que foi preso em flagrante por posse e porte de arma de calibre restrito. Ele havia sido indicado pela federação União Brasil-PP para a vaga, com o aval de Flávio. A mãe do pré-candidato à presidência, Rogéria Bolsonaro (PL), seria a primeira suplente. Ainda segundo informações do UOL, aliados de Flávio defendem a substituição de Canella. A avaliação é de que a medida é necessária para evitar a contaminação da chapa.
De acordo com o portal, fontes do PL esperam que a mudança seja feito pela própria federação. Para elas, a vaga pertence aos dois partidos, e eles é que deveriam recuar da indicação de Canella e optar por outro nome. “Não podemos decidir uma candidatura de outro partido”, declarou a jornalistas o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, nesta terça (7) – este também investigado por suposto desvio de cota parlamentar. Em dezembro, ele foi alvo de mandados de busca e apreensão. Na semana passada, seus assessores também foram alvos de mandados.
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Ex-secretário de Polícia Civil do Rio na gestão Cláudio Castro (PL), o delegado Felipe Curi (PP) é considerado pela cúpula do PL como a opção mais forte para a vaga. Curi é pré-candidato a deputado federal. E o partido ainda não definiu quem será seu próprio candidato na disputa. Três nomes são cogitados: Sóstenes, o senador Carlos Portinho (PL), que concorreria à reeleição, e Carlos Jordy (PL) — este último, alvo também de investigação por desvio de cota parlamentar. De acordo com o UOL, Portinho e Jordy são os nomes mais fortes nas bolsas de apostas do partido.





