O projeto da prefeitura para reformar e reabrir o Teatro Villa-Lobos
Cavaliere vai apresentar carta-proposta, em parceria com o Ministério da Cultura, para o que o governo do estado transfira o equipamento para o município
Fechado há 15 anos, quando pegou fogo, o Teatro Villa-Lobos, em Copacabana, tem a chance de um novo debute. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, anunciou na noite desta terça (26) que vai apresentar uma carta-proposta, em parceria com o Ministério da Cultura, para o que o governo do Estado transfira o equipamento – gerido pela Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa – para o município.
A intenção é solicitar a transferência ao governador em exercício, Ricardo Couto, para que o município possa reformar e reabrir o espaço cultural em parceria com os governos estadual e federal. Em 2016, a Secretaria estadual de Cultura já havia lançado um edital para a reconstrução e gestão do Teatro Villa-Lobos, mas o processo não foi finalizado. Dois anos depois, após a pressão de artistas e moradores do bairro, a pasta anunciou o lançamento de outro edital de licitação para reforma e gestão da casa de espetáculos. A empresa que vencesse a concorrência também teria o direito de rebatizar o local. Na ocasião, os custos da obra eram estimados em R$ 28 milhões. Já em foi anunciada uma parceria da Anita Mantuano com a Associação de Servidores da própria fundação permitindo a inscrição do imóvel na Lei Rouanet, visando à captação de recursos para a reforma. A ideia era seguir o mesmo modelo feito com a Sala Cecília Meirelles, em 2010 e 2014, quando foram arrecadados mais de 80% do orçamento necessário para os trabalhos de reestruturação. Mas, até agora, nada aconteceu.
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Fundado em 1979 e batizado em homenagem ao maestro Heitor Villa-Lobos, o espaço era composto por três espaços diferentes. Além do teatro propriamente dito, que contava com 463 lugares, havia ainda as salas Monteiro Lobato e Arnaldo Niskier. Ali foram encenados espetáculos com artistas como Paulo Autran e Marília Pêra, que estrelaram “Pato com Laranja”, a peça que inaugurou o espaço. No incêndio, ocorrido no começo de setembro de 2011, todos os seus quatro andares foram destruídos pelo fogo.





