Capital do conhecimento: PUC-Rio investe nos ex-alunos para ampliar bolsas
Com a Alumni, universidade busca incentivar a cultura de doações; metas é levantar 35 milhões reais em 2026, viabilizando 130 bolsas de estudo
Responsável por formar mais de 200000 estudantes desde sua fundação, há 85 anos, a PUC-Rio está investindo no seu maior capital: a universidade acaba de dar novo fôlego ao relacionamento com quem frequentou suas salas de aula, relançando sua associação de ex-alunos – que este ano completa 75 anos – com o nome Alumni.
A meta é levantar 35 milhões de reais em 2026, viabilizando 130 bolsas de estudo, e chegar a 500 milhões de reais em dez anos, a fim de fortalecer o fundo patrimonial da universidade. A iniciativa segue um modelo já consolidado em instituições internacionais, em que antigos estudantes ajudam a sustentar bolsas, pesquisas e inovação. “Não é só um rebranding. Nosso objetivo é trazer mais clareza sobre esta cultura de doação”, explica a presidente Barbara Cristhian.
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Entre nomes de peso formados ali que já aderiram ao movimento estão o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, e Rodolfo Marinho, sócio-diretor da IP Capital Partners, que doou o equivalente ao custo médio de uma graduação completa – algo em torno de 87 mil reais. Hoje, cerca de 40% dos alunos da PUC-Rio contam com algum tipo de bolsa ou apoio financeiro, e a ideia é que este percentual possa chegar cada vez mais próximo de 100%. “Até porque, a classe média também tem dificuldade de arcar com o custo de uma universidade de excelência”, diz ela, ex-aluna do mestrado: “Na época em que fiz a graduação ainda não tinha isso. Estamos plantando árvores que façam sombra para novas gerações”.







