Joia da Coroa: reabertura da Capela Imperial puxa resgate da Santa Casa
Pequeno templo inaugurado em 1852 ficou 20 anos fechado; medida é estratégia para alcançar sustentabilidade financeira e aumentar número de atendimentos médicos
Depois de vinte anos fechada, a Capela Imperial da Santa Casa da Misericórdia, no Centro, voltou a abrir as portas para missas. Com apenas dezoito lugares, o pequeno templo inaugurado em 1852 sob a majestosa cúpula do prédio não tem este nome por acaso: Dom Pedro II não só conduziu o Corpo de Cristo ao sacrário como frequentava ali celebrações religiosas, acompanhado da Imperatriz Teresa Cristina.
A reabertura ainda está restrita a convidados, mas já marca o início do processo de recuperação da entidade — considerada berço do ensino médico no país, já que ali nasceu a Faculdade Nacional de Medicina. “A ideia é trazer a sociedade para ajudar nesse resgate”, explica o cirurgião plástico Ricardo Cavalcanti, diretor-geral do hospital, hoje responsável por 13000 consultas a preços sociais por mês.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
A valorização do patrimônio histórico guardado num terreno de mais de 60 mil metros quadrados, que incluirá ainda a reativação de um museu de farmácia, é uma das estratégias para alcançar a sustentabilidade financeira e aumentar atendimentos. “O desafio é compatibilizar as exigências do Iphan com as da Vigilância Sanitária”, diz Cavalcanti. Entre os investimentos previstos no setor de saúde, está a implantação de um moderno Centro de Diagnóstico por Imagem.







