“Gratidão por estar viva”, diz arqueóloga baleada em assalto no Leblon

Em áudio, ela conta detalhes do episódio e agradece às pessoas que a socorreram e às manifestações de solidariedade recebidas após o crime

Por Da Redação 21 out 2026, 11h40
Montagem com uma mulher de óculos e blusa preta sorrindo à esquerda, e à direita, uma gravação de segurança mostrando um corpo caído na calçada em frente a um portão branco, com plantas em primeiro plano
Tania Andrade Lima: arqueóloga foi abordada quando saía de um banco (./Reprodução)
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Atingida por três disparos numa tentativa de assalto no Leblon, na quinta (15), a arqueóloga Tania Andrade Lima, de 81 anos, desabafou nesta terça (20): “Tudo o que tenho comigo agora é uma imensa gratidão por, milagrosamente, estar viva”. Em um áudio divulgado pelo jornal O Globo, ela conta detalhes do episódio e agradece às pessoas que a socorreram e às manifestações de solidariedade recebidas após o crime.

“Apesar de ter levado três tiros à queima-roupa, alguns homens que viram o que estava acontecendo não se intimidaram e correram para me socorrer apesar do perigo. Naquele momento, não tive como registrar todos o que me socorreram nem tampouco pude agradecer do fundo do meu coração a solidariedade que me prestaram”, disse Tania, que, de acordo com a Polícia Civil, foi seguida por criminosos após sair de uma agência bancária e, ao ser abordada, tentou impedir que levassem sua bolsa, tendo sido derrubada e arrastada antes dos disparos. Ela teve ferimentos no pescoço e no ombro, considerados sem gravidade, e na mão, o que exigiu mais cuidados.

No áudio, a professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) destacou a ajuda de uma jovem que usou o celular para que ela pudesse avisar o marido sobre o ocorrido. E de um taxista que, preocupado com a quantidade de sangue que ela perdia, improvisou um garrote com um cadarço em seu braço, além de outras duas pessoas que ofereceram seus agasalhos para ajudar a conter os sangramentos.

As imagens de câmeras de segurança da Rua General Venâncio Flores registraram a abordagem, por volta das 14h. A arqueóloga – responsável pela descoberta do Cais do Valongo, em 2011, durante as obras da Prefeitura do Rio para revitalizar da Zona Portuária – caminhava tranquilamente pela calçada quando um homem de boné preto correu para alcançá-la. O criminoso puxou a bolsa e o braço da vítima, derrubando-a. O assaltante disparou três vezes contra ela e fugiu na garupa de uma motocicleta conduzida por um comparsa, levando seus pertences.

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Nesta segunda (19), a Polícia Civil fez uma operação para prender o homem que disparou contra Tania. A ação ocorreu no Morro da Coroa, no Catumbi, na região central da cidade. O investigado foi identificado como James Dean Chagas Lindoso, o Dean, e saiu da cadeia há pouco tempo. Ele teria fugido 48 horas antes, após tomar conhecimento da repercussão do caso, e é considerado foragido.

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