O Rock in Rio é seguro? Como funciona o centro de controle do festival
2 mil vigilantes, 117 câmeras de monitoramento, quatro drones e até um robô humanoide cuidam da segurança da Cidade do Rock
Para um evento do tamanho do Rock in Rio é necessário um exército de profissionais pronto para trabalhar em conjunto e o Centro de Controle e Operações (CCO) da SegurPro é o encarregado do serviço desde 2006.
Em uma salinha nos bastidores do evento, os profissionais da empresa se reúnem a membros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil para monitorar a movimentação de todo o evento.
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Em um grande telão, dividido entre diferentes monitores, são transmitidas as imagens das 117 câmeras espalhadas pela Cidade do Rock — quarenta delas auxiliadas por uma inteligência artificial que detecta anomalias e as exibe no telão.
Não incomuns são os relatos de furto durante as apresentações de rock. Nas redes sociais, parte do público aponta ter sido roubada durante mosh pits — ou como são conhecidas por aqui: as rodas punk.
aviso pra vocês que vao colar nos próximos dias do rock in rio
vários amigos meus foram assaltados durante os shows, no gramado mesmo
inclusive vi muita gente brigando nas rodas por terem sido roubadas também
tomem muito cuidado quem for entrar em roda 🙂— ✶ isinha ✶ (@emocoredasilva) September 6, 2026
“Nesses mosh pits muita gente deixa cair o celular e depois diz que foi roubo. É evidente que em grandes eventos os furtos são um problema no Brasil, mas temos tido sucesso”, rebateu Paulo Armário, gerente de Global Risk Services e Eventos da empresa de segurança privada SegurPro.
De fato, a estrutura de segurança do evento é grande: vinte bodycams, quatro drones, radares perimetrais, cães de guarda e um inédito robô humanoide também fazem parte da operação. Chamado G1Plug, o modelo com formato e movimentos inspirados no corpo humano foi incorporado à operação durante o festival. Com cerca de 1,45 metro de altura e 35 quilos, o equipamento conta com câmeras de profundidade, recursos que permitem mapear e compreender o ambiente ao seu redor em 360 graus e em tempo real.
Toda a estrutura é conectada ao CCO e à Plataforma Operativa Prosegur (POP).
“A cada edição, buscamos aperfeiçoar a operação e ampliar nossa capacidade de prevenção e resposta, sempre colocando as pessoas no centro”, ressalta Paulo Armário.
Em dias de chuva e vento, o obstáculo não é nas tecnologias de monitoramento, mas nos postos médicos. As equipes espalhadas por todo o evento relataram um aumento nos casos de hipotermia. Por isso, é importante lembrar de vir agasalhado e — se necessário — abandonar os shows e ir direto aos postos de saúde.
A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.







