O Rock in Rio é seguro? Como funciona o centro de controle do festival

2 mil vigilantes, 117 câmeras de monitoramento, quatro drones e até um robô humanoide cuidam da segurança da Cidade do Rock

Por Pedro Coutinho 6 set 2026, 23h35 | Atualizado em 6 set 2026, 23h38
Pessoas em uma sala de controle com uma parede de monitores exibindo imagens de segurança de um evento com multidões, carros e mapas. Vários indivíduos sentados em mesas com laptops e monitores, monitorando as telas. A sala tem iluminação fluorescente e teto com painéis
Centro de Controle e Operações: quarenta câmeras são auxiliadas por inteligência artificial que identifica anomalias  (./Divulgação)
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Para um evento do tamanho do Rock in Rio é necessário um exército de profissionais pronto para trabalhar em conjunto e o Centro de Controle e Operações (CCO) da SegurPro é o encarregado do serviço desde 2006.

Em uma salinha nos bastidores do evento, os profissionais da empresa se reúnem a membros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil para monitorar a movimentação de todo o evento.

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Em um grande telão, dividido entre diferentes monitores, são transmitidas as imagens das 117 câmeras espalhadas pela Cidade do Rock — quarenta delas auxiliadas por uma inteligência artificial que detecta anomalias e as exibe no telão.

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Não incomuns são os relatos de furto durante as apresentações de rock. Nas redes sociais, parte do público aponta ter sido roubada durante mosh pits — ou como são conhecidas por aqui: as rodas punk.

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“Nesses mosh pits muita gente deixa cair o celular e depois diz que foi roubo. É evidente que em grandes eventos os furtos são um problema no Brasil, mas temos tido sucesso”, rebateu Paulo Armário, gerente de Global Risk Services e Eventos da empresa de segurança privada SegurPro. 

De fato, a estrutura de segurança do evento é grande: vinte bodycams, quatro drones, radares perimetrais, cães de guarda e um inédito robô humanoide também fazem parte da operação. Chamado G1Plug, o modelo com formato e movimentos inspirados no corpo humano foi incorporado à operação durante o festival. Com cerca de 1,45 metro de altura e 35 quilos, o equipamento conta com câmeras de profundidade, recursos que permitem mapear e compreender o ambiente ao seu redor em 360 graus e em tempo real. 

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Robô humanoide amarelo com luvas pretas e cabeça iluminada em azul, exibindo os logotipos segurpro e pluginbot no peito, em pé sobre gramado à noite. Ao fundo, pessoas borradas e uma roda-gigante iluminada
G1Plug: robô humanoide integra operação de segurança (./Divulgação)

Toda a estrutura é conectada ao CCO e à Plataforma Operativa Prosegur (POP).

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“A cada edição, buscamos aperfeiçoar a operação e ampliar nossa capacidade de prevenção e resposta, sempre colocando as pessoas no centro”, ressalta Paulo Armário.

Em dias de chuva e vento, o obstáculo não é nas tecnologias de monitoramento, mas nos postos médicos. As equipes espalhadas por todo o evento relataram um aumento nos casos de hipotermia. Por isso, é importante lembrar de vir agasalhado e — se necessário — abandonar os shows e ir direto aos postos de saúde.

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A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.

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