Sala de aula tecnológica: hoje, o papel do professor vai além do ensino

Primeiro painel do fórum VEJA RIO Educação teve como tema O Futuro Começa na Sala de Aula

Por Renata Busch 31 jul 2026, 20h46
Quatro pessoas sorrindo, duas mulheres e dois homens, em um palco com fundo roxo e o logo Fórum Veja Rio. O homem à esquerda veste terno azul, a mulher ao lado usa óculos e terno listrado marrom, a segunda mulher veste blazer e calça pretos, e a última mulher usa blazer e calça brancos. Todos usam crachás de identificação. Duas poltronas brancas e uma mesa lateral com garrafa de água estão no canto inferior
Olhar para o futuro: o debate, mediado pela editora-executiva de VEJA, Monica Weinberg, reuniu Andréa Marinho, consultora da Firjan; Renata Aranha, coordenadora do curso de medicina do Instituto D’Or; e Renan Ferreirinha, deputado federal e secretário municipal de Educação do Rio de Janeiro entre 2021 e 2026 (Leo Lemos/Veja Rio)
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Profissões que existem hoje podem deixar de existir nos próximos anos com as mudanças no mundo do trabalho provocadas pelas novas tecnologias. E enquanto pais e profissionais do ensino tentam descobrir qual a graduação será a opção de maior empregabilidade, a solução para navegar nesse cenário aponta para a valorização do professor.

Essa é a avaliação de Andrea Marinho, pedagoga e consultora de educação da Firjan, no painel O Futuro começa na sala de aula: a educação diante das transformações tecnológicas e dos novos caminhos para ensinar que abriu o fórum VEJA RIO Educação, realizado nesta quinta-feira (30), no Fairmont, em Copacabana, e que teve mediação da editora-executiva de VEJA, Monica Weinberg.

“O que sabemos é que é futuro é complexo. No Brasil, 79% dos professores já usaram inteligência artificial e esse número chega a 84% entre os estudantes. É uma ferramenta que traz oportunidades, mas o conteúdo precisa passar pela mediação e curadoria do professor”, destaca Andrea.

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A consultora reforça que além de ensinar a usar e a criticar a ferramenta, o professor tem o papel de resguardar a ética no ensino. “A IA não vai ensinar a convivência com o diverso e com o contraditório. Essas questões, assim como a humanização da aprendizagem, passam pela escola. O conhecimento não pode ser deslocado da humanidade”, acredita a consultora da Firjan.

Para Renan Ferreirinha, deputado federal e secretário municipal de educação do Rio de Janeiro entre 2021 e 2026, a escola é a melhor instituição criada para garantia de direitos e convívio social.

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Por isso, a pandemia foi uma das grandes ameaças recentes à educação. Autor da lei federal 15.100, que proíbe o uso de celular nas escolas, ele conta que os benefícios do fim dessa distração surgiram rapidamente.

“O Rio de Janeiro foi a primeira cidade a proibir o celular em horário escolar e, como consequência, os alunos desenvolveram mais foco. Nas escolas municipais cariocas, os dados indicam que o aprendizado de matemática foi 25,7% maior, é como se eles tivessem aprendido um bimestre a mais”, reflete.

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A médica Renata Aranha, coordenadora da rede ciência para educação e do curso de medicina do Instituto D’ Or, destacou que o vínculo entre professor e aluno já pode ser aferido em laboratório.

“Uma pesquisa em andamento utiliza sensores infravermelhos para mapear locais de maior atividade no cérebro. Assim como já comprovado com mãe e filho, essa sintonia cerebral, marcada por uma curvatura semelhante de pontos ativados, pode ser encontrada entre professor e aluno, mesmo quando o ensino corre à distância. A escola é um espaço de convivência, celebração e criação de vínculos”, pontua.

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Fórum VEJA Rio Educação é uma realização da Editora Abril com patrocínio da Alfacem Global Academy, apoio da Prefeitura de Maricá e Senac e parceria do Hotel Fairmont.

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