Sala de aula tecnológica: hoje, o papel do professor vai além do ensino
Primeiro painel do fórum VEJA RIO Educação teve como tema O Futuro Começa na Sala de Aula
Profissões que existem hoje podem deixar de existir nos próximos anos com as mudanças no mundo do trabalho provocadas pelas novas tecnologias. E enquanto pais e profissionais do ensino tentam descobrir qual a graduação será a opção de maior empregabilidade, a solução para navegar nesse cenário aponta para a valorização do professor.
Essa é a avaliação de Andrea Marinho, pedagoga e consultora de educação da Firjan, no painel O Futuro começa na sala de aula: a educação diante das transformações tecnológicas e dos novos caminhos para ensinar que abriu o fórum VEJA RIO Educação, realizado nesta quinta-feira (30), no Fairmont, em Copacabana, e que teve mediação da editora-executiva de VEJA, Monica Weinberg.
“O que sabemos é que é futuro é complexo. No Brasil, 79% dos professores já usaram inteligência artificial e esse número chega a 84% entre os estudantes. É uma ferramenta que traz oportunidades, mas o conteúdo precisa passar pela mediação e curadoria do professor”, destaca Andrea.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
A consultora reforça que além de ensinar a usar e a criticar a ferramenta, o professor tem o papel de resguardar a ética no ensino. “A IA não vai ensinar a convivência com o diverso e com o contraditório. Essas questões, assim como a humanização da aprendizagem, passam pela escola. O conhecimento não pode ser deslocado da humanidade”, acredita a consultora da Firjan.
Para Renan Ferreirinha, deputado federal e secretário municipal de educação do Rio de Janeiro entre 2021 e 2026, a escola é a melhor instituição criada para garantia de direitos e convívio social.
Por isso, a pandemia foi uma das grandes ameaças recentes à educação. Autor da lei federal 15.100, que proíbe o uso de celular nas escolas, ele conta que os benefícios do fim dessa distração surgiram rapidamente.
“O Rio de Janeiro foi a primeira cidade a proibir o celular em horário escolar e, como consequência, os alunos desenvolveram mais foco. Nas escolas municipais cariocas, os dados indicam que o aprendizado de matemática foi 25,7% maior, é como se eles tivessem aprendido um bimestre a mais”, reflete.
A médica Renata Aranha, coordenadora da rede ciência para educação e do curso de medicina do Instituto D’ Or, destacou que o vínculo entre professor e aluno já pode ser aferido em laboratório.
“Uma pesquisa em andamento utiliza sensores infravermelhos para mapear locais de maior atividade no cérebro. Assim como já comprovado com mãe e filho, essa sintonia cerebral, marcada por uma curvatura semelhante de pontos ativados, pode ser encontrada entre professor e aluno, mesmo quando o ensino corre à distância. A escola é um espaço de convivência, celebração e criação de vínculos”, pontua.
Fórum VEJA Rio Educação é uma realização da Editora Abril com patrocínio da Alfacem Global Academy, apoio da Prefeitura de Maricá e Senac e parceria do Hotel Fairmont.







