As sanções ao homem autointitulado Justiceiro de Copacabana

William Correia é apontado pelo Ministério Público como fundador e chefe do grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária” (AGVC)

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 21 Maio 2026, 18h06 | Atualizado em 21 Maio 2026, 22h48
Justiceiro de Copacabana sanções condenado Justiça
Condenado pela Justiça: William Correia foi proibido de organizar "caçadas" na cidade e divulgar imagens de menores suspeitos de crimes (Reprodução/Instagram)
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Segundo ação do Ministério Público do Rio de Janeiro, o “Justiceiro de Copacabana” William Correia é fundador e líder do grupo “Anjos da Guarda Vigilância Comunitária” (AGVC), que atua na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Após William ser acusado de organizar perseguições e divulgar imagens de jovens suspeitos de crimes como roubos e furtos nessa região, a juíza Lysia Maria da Rocha Mesquita, da 1ª Vara da Infância e da Juventude, determinou que ele pare “imediatamente de organizar, participar, incentivar, induzir ou publicizar quaisquer atos de vigilantismo que envolvam crianças e adolescentes”.

Além disso, a decisão liminar, medida judicial provisória concedida em caráter de urgência, também estabeleceu que ele deixe de “gravar, publicar, armazenar ou divulgar imagens, áudios, nomes, dados ou informações que permitam a identificação” de menores de idade.

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Segundo a instituição, ele e outros integrantes do grupo conhecido como “Justiceiros de Copacabana” utilizavam as redes sociais e aplicativos de mensagens para convocar “caçadas” na cidade, compartilhando fotos de adolescentes e montando “rondas” informais em bairros como Copacabana e Ipanema.

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Vídeos de espancamentos, orientações para o uso de roupas pretas e máscaras, além de referências a objetos como soco-inglês e pedaços de pau também são citadas pela Promotoria.

As ações civis públicas contra William e outros membros do grupo foram apresentadas pela 3ª Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude da Capital. As denúncias citam um professor de jiu-jítsu do bairro, apontado como incentivador das ações, e também mais duas pessoas. O orgão afirma que eles apoiavam publicamente as ações do coletivo.

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O Ministério Público demanda que os réus sejam proibidos de promover ações de vigilantismo envolvendo menores, removam conteúdos publicados nas redes sociais e paguem indenizações por danos morais coletivos. As ações também pedem retratação pública e campanhas educativas sobre direitos de crianças e adolescentes.

Segundo o MPRJ, o grupo tentava exercer uma função paralela de segurança pública, promovendo “capturas”, “flagrantes” e perseguições em vias públicas. Um dos citados pela instituição teria mensagens atribuídas a ele que falavam em “surra de amor” e “limpeza de Copa”, sendo acusado de compartilhar imagens e dados de adolescentes em grupos de WhatsApp.

Em novembro de 2025, o Estado do Rio de Janeiro foi condenado a pagar R$ 500 mil em danos morais coletivos e indenizações individuais a adolescentes vítimas de exposição ilegal e linchamentos na Zona Sul do Rio, em dezembro de 2023.

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Após ser citado na ação, William publicou vídeos criticando o Ministério Público e a decisão judicial mais recente, negando o uso de qualquer tipo de arma para atacar jovens suspeitos.

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