Supernova: o palco onde o Rock in Rio descobre seus próximos nomes

Talentos da nova geração compõe line-up repleto de novidades de diversos gêneros musicais

Por Lucas Vieira 12 set 2026, 01h10 | Atualizado em 12 set 2026, 01h12
Cantora de cabelos longos e ruivos, de costas para a câmera, usando um vestido vermelho com detalhes em franjas, se apresentando em um palco para uma multidão em um festival ao ar livre, com o céu nublado ao fundo
Supernova: sexta (11) foi marcada por apresentações de mulheres (@rafaelfifito/Divulgação)
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Sexta-feira (11) foi o dia das mulheres dominarem o Palco Supernova, casa de novos talentos que integra pela quarta vez a programação do Rock in Rio.

Fãs calorosos dos artistas em ascensão e curiosos com o que há de novo no mercado fonográfico se dividem no espaço, que tem recebido bastante atenção ao longo dos sete dias de Rock in Rio — artistas como Diogo Defante e Zero Badass lotaram a pista em suas apresentações.

O design do palco chama atenção com suas engrenagens. “Quisemos dar um ar industrial, que tivesse alguma ligação com a música alternativa, que preenche o espaço através de diversos gêneros”, explica o curador Roberto Verta.

Segunda artista a se apresentar no line-up, Isa Buzzi foi recebida por um fandom caloroso, que bradou ao fim do show: “Isa, Buzzão, roubou meu coração”.

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Mãe de uma fã, a psicóloga Gisele Lopes fala sobre a importância do palco: “Foi um grande show. Aqui se apresentam artistas que estão começando, que merecem uma oportunidade, e a gente vem para conhecer.”

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Entre os shows, quem comandou a discotecagem foi a DJ Yasmin Lisboa. Para animar a festa, preparou uma curadoria que reuniu o contemporâneo com o clássico: “A geração Z está muito ligada nos discos de vinil, então coloco tanto faixas de artistas contemporâneos, que dialogam totalmente com a proposta do Supernova, quanto músicas de nomes consagrados, para pais e filhos dançarem juntos.”

DJ mulher sorridente com cabelos cacheados ruivos e fones de ouvido, vestindo um vestido vermelho e branco, gesticula com a mão esquerda enquanto a direita toca um toca-discos. Ao fundo, um telão escuro exibe um logotipo branco em espiral e o texto Tá no Som Livre
DJ Yasmin Lisboa: uniu faixas contemporâneas e de artistas já consagrados (./Divulgação)
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Pautada pela diversidade do festival, a cantora Ananda optou por um repertório eclético, passando por pop, reggae e rock. “A plateia carioca é sempre muito calorosa, e estar em um palco como esse traz uma validação que é muito importante, me faz sentir que eu estou no caminho certo”.

Cantora jovem de cabelos castanhos ondulados, com franja, sorri enquanto canta em um microfone preto. Ela usa um vestido bege com estampa e luvas longas vermelhas transparentes, apontando para a esquerda com a mão direita. O palco tem fumaça colorida em tons de azul e verde, com um microfone no fundo
Ananda: trouxe repertório eclético para plateia calorosa (@rafaelfifito/Divulgação)
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Sem nunca ter ouvido falar da artista, a nutricionista Carolina Antunes falou da oportunidade de conhecer novas sonoridades: “Vivemos em um país que, por padrão, sempre enaltece os mesmos nomes. Então eu acho muito válido estar aqui presente, aplaudir, e incentivar essa turma que vem aqui com novos trabalhos”.

A noite chegou ao fim no palco com a apresentação da cantora Nandatsunami, com a maior parte da área tomada por uma plateia atenta e envolvida com o som.

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Cantora com cabelo cacheado e roupa preta e branca canta no palco, segurando um microfone. Quatro dançarinos de azul e branco a acompanham, com luzes brilhantes e fumaça no fundo
NandaTsunami: apresentação conquistou novos fãs (@rafaelfifito/Divulgação)

Entusiasmado com a oportunidade de assistir à artista pela primeira vez, o produtor cultural Guilherme Moreira comentou sobre a apresentação: “A cenografia está incrível, e a performance também é um destaque. Poucas vezes vi um show de artista independente tão cheio no festival, mas não me surpreende, pelo talento da Nanda.”

Além de abrigar novos talentos, o Supernova também é lugar para novos ouvidos. Ao lado de Guilherme, o sobrinho Rudá Junqueira Alcoforado Pequeno, de oito anos, mostrou o entusiasmo ao descobrir a música de Nandatsunami: “Nunca tinha ouvido a música dela, mas estou gostando muito!”

A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.

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