A tartaruga que vem intrigando biólogos por aparecer na Baía de Guanabara

Projeto Aruanã atua no monitoramento e identificação da espécie

Por Da Redação 24 abr 2026, 12h31 | Atualizado em 29 abr 2026, 10h36
Tartaruga-Cabeçuda: Projeto Aruanã identificou o crescimento da espécie na Baía de Guanabara
Tartaruga-Cabeçuda: Projeto Aruanã identificou o crescimento da espécie na Baía de Guanabara (Projeto Aruanã/Reprodução)
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Jorge tem a cabeça maior do que o restante do corpo e tem aparecido com frequência no entorno do Píer da Piedade, em Magé, na Baía de Guanabara. O réptil da espécie tartaruga-cabeçuda tem intrigado pesquisadores e biólogos por ser um tipo incomum nestas águas. Jorge não está sozinho nessa. Nos últimos meses, o Projeto Aruanã, que monitora tartarugas marinhas em Itaipu, em Niterói, registrou um aumento atípico da espécie. 

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O próximo passo do projeto é atuar na identificação dos animais no litoral de Magé. “A gente já tem uma história de parceria com os pescadores artesanais em Itaipu e agora está ampliando para a Baía de Guanabara. Com o apoio deles, estamos conseguindo acessar a tartaruga-cabeçuda e iniciar um novo processo de marcação dessa espécie que está aparecendo aqui dentro da baía”, explica a bióloga e coordenadora de campo do projeto Larissa Araújo. 

Entre as técnicas adotadas para a captura das tartarugas, estão o arrasto e o curral de peixe — uma estrutura fixa que atua como um funil no mar. Os pescadores contam que não há rede nem equipamentos que machuquem as tartarugas. “Pescador tem fama de mentiroso. Comecei a registrar tudo para as pessoas acreditarem”, conta Uallace Santos, que começou a resgatar tartarugas-cabeçudas, em 2025. 

O aumento do número de tartarugas coincide com um episódio curioso de soltura de Jorge — réptil monitorado por satélite que foi solto após décadas vivendo em cativeiro na Argentina. O sinal de transmissão indica que ele chegou até o Rio e desapareceu. “A gente não teve mais notícia de Jorge. Brincamos que ele chamou uma turma para ir morar na Baía de Guanabara”, diverte-se a bióloga explicando que pode ter sido uma falha no equipamento.

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