Taxista que dava o golpe da maquininha na Zona Sul é preso com arma de fogo

Motorista acrescentava o número 9 na frente do valor da corrida, deixando-a R$ 900 mais cara; ele circulava pela Zona Sul e arrecadava R$ 10 mil por semana

Por Da Redação
28 mar 2025, 12h06
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Ricardo Sérgio Camargo: taxista, que tinha dez anotações criminais por furto mediante fraude e estelionato com cartão de crédito, foi preso com três máquinas de cartão com visor adulterado, dois celulares com contas do PagSeguro, nove cartões de crédito e uma pistola calibre 9mm com munição (TV Globo/Reprodução)
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Um taxista foi preso em flagrante na manhã desta quinta (27) após tentar aplicar o “golpe da maquininha” em uma passageira no Jardim Botânico. Identificado como Ricardo Sérgio da Fonseca Camargo, o motorista usava um dispositivo com o visor adulterado para enganar as vítimas na hora do pagamento. Ele também portava uma arma de fogo, usada para ameaçar passageiros que desconfiavam da fraude. Segundo a polícia, Ricardo é considerado um dos maiores golpistas em atuação na Zona Sul. Ele agia principalmente nos bairros do Jardim Botânico, Gávea, Leblon, Ipanema e Copacabana.

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O golpe funcionava da seguinte forma: Ricardo informava o valor aferido no taxímetro ao passageiro, mas digitava um montante muito maior na maquininha, cujo visor estava adulterado para esconder os números reais. De acordo com apurado, o taxista costumava acrescentar o número 9 na frente do valor correto, geralmente de dois dígitos, deixando a corrida R$ 900 mais cara. Em seguida, ele transferia a quantia por pix para sua própria conta. Em alguns casos, a corrida chegava a custar R$ 6 mil, enquanto a vítima acreditava estar pagando R$ 60. As investigações apontam que ele faturava cerca de R$ 10 mil por semana com o esquema.

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Conforme relatado pela vítima que denunciou Ricardo na manhã desta quinta (27), no momento do pagamento da corrida, ela percebeu que o visor da máquina estava adulterado, recusando-se a passar o cartão. A passageira conseguiu sair do veículo e procurou a 15ª DP (Gávea) para registrar o caso. Ela forneceu dados como a placa do veículo, modelo e características físicas do motorista. A partir da denúncia, agentes realizaram diligências com apoio de câmeras da Central Civitas, da prefeitura do Rio, e conseguiram localizar o táxi de Ricardo na região do Jardim de Alá duas horas depois. O taxista foi detido no local. Com ele, que confessou os crimes na delegacia, foram apreendidos três máquinas de cartão com visor adulterado, dois celulares com contas do PagSeguro, nove cartões de crédito e uma pistola calibre 9mm com munição. Ele – que já tinha dez anotações criminais, em sua maioria por furto mediante fraude e estelionato com cartão de crédito, desde 2021 – responderá mais uma vez por furto mediante fraude e porte ilegal de arma de fogo.

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