Rumo aos 150: Trem do Corcovado comemora aniversário revisitando sua história em livro

Estrada de ferro foi inaugurada por Dom Pedro II quase sessenta anos antes da inauguração do Cristo Redentor

Por Paula Autran 16 out 2026, 06h03
Trem vermelho em trilhos de ferro atravessando uma densa floresta verde, visto de cima, com a luz do sol iluminando as copas das árvores
Trem do Corcovado> primeira ferrovia eletrificada do Brasil (/)
Continua após publicidade
Rumo aos 150: Trem do Corcovado comemora aniversário revisitando sua história em livro Priorizar nos meus resultados Google

A data não é redonda, mas no mês em que completa 142 anos, a  primeira ferrovia eletrificada do Brasil ganha um livro que vai além das curvas do caminho de 3.824 metros de extensão rumo ao Cristo Redentor. Trem do Corcovado: 140+ resgata a história do percurso aberto por Dom Pedro I — que em 1824 organizou a primeira expedição ao cume do morro cujo nome teria sido inspirado na corcova de um dromedário, integrada pelo pintor Debret (1768-1848) – e transformado em estrada de ferro por seu filho, Dom Pedro II, em 1884.

Homens de terno e chapéu dentro de um coreto ornamentado no alto de uma montanha, com vista para outras montanhas ao fundo, em preto e branco
Chapéu do Sol: mirante ficava um pouco abaixo de onde está a estátua do Cristo hoje (./Divulgação)

“Não foi o Cristo que levou à ferrovia. Foi o contrário”, frisa Marília Neves, presidente da empresa responsável pelo trajeto, considerado uma referência mundial em turismo. Em dois anos, ela reuniu as curiosidades e fotos que preenchem 208 páginas bilíngues e mostram que o monumento, hoje com 95 anos, só chegou até lá quase seis décadas depois.

Carta manuscrita em português, datada de 11 de julho de 1923, com cabeçalho do Claridges Hotel em Paris e um logotipo da Chanel, assinada por Santos=Dumont
Bilhete: “Pergunte se meu quarto de canto está livre e qual a hora do último trem”, escreveu Santos Dumont, que costumava se hospedar no Hotel das Paineiras (./Divulgação)

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

Continua após a publicidade

No início, a grande atração do passeio era o Chapéu do Sol, mirante que ficava um pouquinho abaixo de onde está a estátua hoje. Um dos visitantes frequentes era Santos Dumont (1873–1932). Na publicação, está a reprodução de um bilhete do pai da aviação (foto 2), que então morava na França e viria ao Rio trazendo os restos mortais da mãe, avisando que se hospedaria no Hotel das Paineiras: “Pergunte se meu quarto de canto está livre e qual a hora do último trem”, escreveu. “Ele era amigo da monarquia e estava sempre por lá”, conta Marília.

Continua após a publicidade
Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Multidão em protesto na rua, com pessoas de costas e braços erguidos, e capas da revista Veja com manchetes sobre política e notícias, promovendo jornalismo de qualidade
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês