Rumo aos 150: Trem do Corcovado comemora aniversário revisitando sua história em livro
Estrada de ferro foi inaugurada por Dom Pedro II quase sessenta anos antes da inauguração do Cristo Redentor
A data não é redonda, mas no mês em que completa 142 anos, a primeira ferrovia eletrificada do Brasil ganha um livro que vai além das curvas do caminho de 3.824 metros de extensão rumo ao Cristo Redentor. Trem do Corcovado: 140+ resgata a história do percurso aberto por Dom Pedro I — que em 1824 organizou a primeira expedição ao cume do morro cujo nome teria sido inspirado na corcova de um dromedário, integrada pelo pintor Debret (1768-1848) – e transformado em estrada de ferro por seu filho, Dom Pedro II, em 1884.
“Não foi o Cristo que levou à ferrovia. Foi o contrário”, frisa Marília Neves, presidente da empresa responsável pelo trajeto, considerado uma referência mundial em turismo. Em dois anos, ela reuniu as curiosidades e fotos que preenchem 208 páginas bilíngues e mostram que o monumento, hoje com 95 anos, só chegou até lá quase seis décadas depois.
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No início, a grande atração do passeio era o Chapéu do Sol, mirante que ficava um pouquinho abaixo de onde está a estátua hoje. Um dos visitantes frequentes era Santos Dumont (1873–1932). Na publicação, está a reprodução de um bilhete do pai da aviação (foto 2), que então morava na França e viria ao Rio trazendo os restos mortais da mãe, avisando que se hospedaria no Hotel das Paineiras: “Pergunte se meu quarto de canto está livre e qual a hora do último trem”, escreveu. “Ele era amigo da monarquia e estava sempre por lá”, conta Marília.






