Operação dos trens no Rio está ameaçada por dívida da SuperVia?
Entre os que levaram calote estão empresas responsáveis por fabricação de peças, sinalização, bilhetagem eletrônica e gestão de pessoal de apoio e segurança
Após administrar por mais de 27 anos a malha viária do Rio, A SuperVia encerrou suas atividades no último dia 29 de maio. A nova concessão garantiu à TrensRJ a operação de 270 quilômetros de trilhos por 12 cidades e 104 estações. Mas a reboque vieram dívidas deixadas pela antiga administração com fornecedores que, sem o pagamento de maio, podem deixar de prestar serviços essenciais, o que põe em risco a operação do sistema. Entre os que levaram calote estão empresas responsáveis por fabricação de peças, restauração de vagões, sinalização, bilhetagem eletrônica e gestão de pessoal de apoio e segurança.
Segundo reportagem do jornal O Globo, o montante devido não é conhecido, mas as consequências já podem ser sentidas pelos cerca de 300 mil passageiros que utilizam diariamente os trens na Região Metropolitana. Exemplo disso são as escadas rolantes paradas em algumas estações, como as do Méier e de Madureira. A do Maracanã também deixou de funcionar há duas semanas por falta de peça de reposição. Só em maio, o débito com fornecedores foi de cerca de 15 milhões de reais.
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As cobranças vêm sendo feitas à SuperVia, que está em recuperação judicial. O novo contrato de concessão estabelece que a nova permissionária não é responsável pelo passivo da SuperVia. Procurada, pelo jornal, a nova concessionária confirmou ter enviado o comunicado sobre as dívidas ao governo estadual e informou que vem adotando as medidas necessárias para mitigar possíveis impactos aos passageiros, buscando alternativas junto aos fornecedores e ao mercado. Já os escritórios que cuidam das ações da SuperVia não foram localizados. E a Secretaria estadual de Transportes informou que a Procuradoria-Geral do Estado dará ciência à Justiça sobre as dívidas, uam vez que a empresa está em recuperação judicial, ressaltando que a mudança da gestão não transfere para o estado a responsabilidade pelos contratos com os fornecedores. Acrescentou que “atua em conjunto com a TrensRJ para garantir que o serviço continue sendo prestado com qualidade aos passageiros”.







