Quem é Val Ceasa, deputado investigado por ligações com o TCP

Junto a um servidor municipal e um ex-assessor parlamentar, político é alvo de operação que envolve o "Resort Green" de Peixão, líder do Terceiro Comando Puro

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 jun 2026, 11h05 | Atualizado em 18 jun 2026, 11h16
Homem de terno azul-marinho e gravata clara, com barba e bigode, escreve em um livro aberto sobre a mesa, em um ambiente formal com painéis de madeira e outras pessoas desfocadas ao fundo
Val Ceasa: político é alvo de operação do Ministério Público (Redes Sociais/Reprodução)
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Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio teve como alvo o deputado estadual Roosevelt Barreto Barcelos (PRD), conhecido como Val Ceasa. A ação deflagrada na quinta (18) investiga agentes públicos suspeitos de ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), a segunda maior facção do tráfico da cidade.

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Também sofreram buscas o ex-vereador Ulisses Marins (União Brasil), hoje servidor municipal, e um ex-assessor parlamentar. Ao todo, são catorze mandados de busca e apreensão, sendo um deles na Alerj.

“A Casa reforça seu compromisso com a transparência e coloca-se à disposição para prestar toda a colaboração necessária ao andamento das investigações. A Alerj reitera que atua com austeridade e compromisso com o povo fluminense”, disse o órgão em nota.

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Segundo o MPRJ, os três teriam tentado impedir a demolição do chamado “Resort Green” do chefão do TCP, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão. A operação policial para pôr o imóvel abaixo chegou a ser adiada.

Na casa de Val Ceasa, agentes apreenderam 166000 reais em espécie. Cerca de 150000 reais foram encontrados em outros endereços dele.

Quem é Val Ceasa?

Roosevelt Barreto Barcelos nasceu na cidade de Nanuque, em Minas Gerais. Aos 18 anos, veio para o Rio e montou um negócio familiar na Central de Abastecimento do Estado.

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Nessa época, passou a morar em Irajá, na Zona Norte, e se especializou no cultivo e comercialização de frutas até virar sócio do negócio. Em seguida, comprou sua primeira fazenda, para o plantio de mamão e manga.

A partir de 1997, começou a ajudar famílias na região de Colégio, Acari e Irajá. Sua fama foi crescendo e, em 2014, foi convidado para se candidatar a deputado estadual pelo PDT, obtendo 13604 votos — mas não foi eleito. Em 2016, se candidatou a vereador e conseguiu o cargo com 15388 votos.

Em outubro de 2018, disputou novamente a candidatura de deputado estadual e ganhou com 25259 votos.

 

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