Vem mais greve? Audiência termina sem acordo entre rodoviários e patrões

Nova reunião foi marcada para o dia 22; até lá, as partes avaliarão as propostas discutidas e categoria segue em "estado de greve"

Por Agência Brasil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 jul 2026, 11h09 | Atualizado em 16 jul 2026, 11h10
Interior de um terminal rodoviário antigo, com teto alto de estrutura metálica e telhas escuras. Um ônibus branco está parado ao fundo, e algumas pessoas aguardam ou caminham pela plataforma. Cabines de cor bege com detalhes azuis estão dispostas ao longo do corredor central, que possui faixas de pedestres no chão. A iluminação é natural, vinda das laterais e do fundo
Greve dos ônibus: na audiência é marcada (Tânia Rego/Agência Brasil)
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Terminou sem acordo a quarta audiência de conciliação entre os rodoviários do município do Rio e os patrões, realizada na quarta (15), no Tribunal Regional do Trabalho. As negociações continuarão no dia 22, às 11h, quando foi marcada uma nova audiência. Até lá, as partes avaliarão as propostas discutidas.

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Na sessão, os empresários aumentaram a proposta de 4,5% para 5%. Os rodoviários reivindicam um reajuste de 12% em duas etapas. A primeira parcela seria paga em julho e a outra em novembro.

O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, rejeitou a proposta do sindicato patronal (Rio Ônibus) e disse que não tinha como apresentá-la à categoria. Os rodoviários permanecem em estado de greve.

O presidente da sessão, desembargador Gustavo Tadeu Alkmim reforçou a importância de que sejam feitas concessões recíprocas pelas partes para a resolução do conflito. “Nossa função é tentar a negociação ao extremo”, disse o desembargador.

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As tentativas de acordo feitas até então também têm contado com a atuação da procuradora do Ministério Público do Trabalho, Deborah da Silva Félix.

Os rodoviários do município do Rio de Janeiro iniciaram a greve no dia 29 de junho e, no dia 2 deste mês, suspenderam o movimento a pedido do TRT-RJ. Durante a paralisação, os trabalhadores tiveram muita dificuldade de chegar ao trabalho, pela falta dos ônibus urbanos.

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