Imagem e ação: Waltercio Caldas incorpora a sétima arte em exposição
Quem visita a individual O (tempo) na Casa Roberto Marinho conta também com uma mostra de cinema concebida pelo artista para dialogar com suas obras
A sétima arte acabou incorporada ao conjunto das 108 obras, produzidas por Waltercio Caldas entre 1967 e 2025, que compõem a individual O (tempo). Até 22 de setembro, quem visita a Casa Roberto Marinho conta com uma mostra de cinema concebida pelo próprio artista plástico para dialogar com suas esculturas, desenhos, pinturas e objetos.
Impresso na parede da segunda sala da exposição, o texto em que o cineasta Jean-Luc Godard explica que precisa de um dia para fazer a história de um segundo – e que “tudo pode ser feito, menos a história do que fazemos” – já dizia muito sobre o que pode ser visto lá dentro desde maio. E, a pedido do diretor do espaço, Lauro Cavalcanti, Waltercio escolheu vinte clássicos de mestres como Antonioni, Glauber Rocha, Orson Welles e Wim Wenders, além do próprio Godard, para serem exibidos às terças e quintas, no auditório da casa.
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A seleção traça paralelos com temas centrais de suas criações, como tempo, espaço, percepção e linguagem. “Os filmes trabalham com as imagens em cadeia, enquanto a arte trata delas congeladas. Mas a exposição está fazendo uma sequência, o que de certa forma lhes confere um aspecto cinematográfico”, diz ele, uma das referências da arte contemporânea brasileira, que em novembro completa 80 anos. Na terça (11), será a vez de No Tempo das Diligências, de John Ford; e, na quarta (13), tem Era uma Vez no Oeste, de Sergio Leone.







