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Dra. Danielle Negri

Por Danielle Negri, pediatra especializada em neonatologia formada pela Universidade Federal Fluminense Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Saúde

O alerta das telas: como proteger nossos jovens na era digital

Estudo revela que 70% dos adolescentes brasileiros passam um quarto do dia online; saiba como equilibrar a tecnologia e a saúde mental

Por Dra. Danielle Negri 12 Maio 2026, 18h50 | Atualizado em 1 jun 2026, 12h09
Alerta sobre o uso de telas por crianças e adolescentes
Adolescentes no celular (Pexels/Pexels)
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Recentemente, um estudo brasileiro acendeu um alerta vermelho para pais e educadores: mais de 70% dos nossos adolescentes passam até seis horas por dia em frente às telas. Como médica, acompanho de perto o reflexo desse dado no consultório, e o cenário exige atenção imediata. Não se trata apenas de “tempo perdido”, mas de impactos profundos no desenvolvimento físico e emocional dessa geração. E essa discussão nunca será demais.

Os Perigos do Excesso
O uso desregrado de dispositivos digitais está diretamente ligado a uma série de riscos:

Saúde Mental: O bombardeio de informações e a comparação constante nas redes sociais elevam os índices de ansiedade, depressão e irritabilidade.

Privação do Sono: A luz azul emitida pelas telas inibe a produção de melatonina, essencial para um sono reparador, prejudicando o foco e o aprendizado no dia seguinte.

Sedentarismo e Visão: O tempo sentado contribui para a obesidade infantil, enquanto o esforço visual contínuo tem gerado um aumento expressivo nos casos de miopia precocemente.

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Isolamento Social: Embora pareçam conectados, muitos jovens perdem a habilidade de interação real, essencial para a formação da empatia e inteligência emocional.

O Que Podemos Fazer?
Proibir o uso é utópico, mas mediar é fundamental. Para minimizar os riscos, sugiro três pilares práticos:

Estabeleça “Zonas Livres”: Refeições e o quarto durante a noite devem ser locais sem dispositivos. O ideal é desligar as telas pelo menos uma hora antes de dormir.

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Seja o Exemplo: De nada adianta cobrar limites se nós, adultos, não desgrudamos do celular. O comportamento dos cuidadores é o principal guia para os filhos.

Promova o Contrapeso: Incentive atividades ao ar livre, esportes e hobbies offline. O cérebro adolescente precisa de estímulos sensoriais variados que o mundo digital simplesmente não oferece.

A tecnologia deve ser uma ferramenta de expansão, não uma prisão. Nosso papel é guiar nossos jovens para que eles dominem as telas, e não o contrário.

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