Quando passa a bateria, vem um mix de orgasmo múltiplo com Nirvana
Indescritível a emoção de tocar surdo na bateria da Grande Rio
Mesmo quando eu ainda desfilava, sempre amei assistir às Escolas de Samba. E o que mais me arrepia totalmente é quando passa a bateria.
É tanta sincronia que agradeço por aquele momento.
Desde criança, amo bateria! Será que fui ritmista em vida passada?… (estudei violão aos 11, décadas depois tive aulas de bateria na escola do meu querido professor de canto Pepê Castro Neves, ou seja, quem sabe morei em New Orleans nos anos 1920?).
Corta pro começo dos anos 1990, num almoço, o então presidente da Grande Rio, Jaider, me convidou pra sair na Ala dos Artistas.
A escola começava a despontar. Propus ao PR tocar surdo na bateria da escola. Ele estranhou mas topou na hora e eu brindei.
Capricorniana-raiz, fui a todos os ensaios. Todos! Na volta, dava carona aos músicos, ao longo da Avenida Brasil e sozinha chegava até Ipanema (faria isso hoje, com a violência carioca?!).
E realizei meu sonho.
Indescritível a emoção que se sente do lado de todos aqueles músicos, talentosos e disciplinados.
Mas nem tudo foi show no dia do desfile: cheguei na concentração e, procurando meu surdo, que era mais leve que os outros, me disseram que ficou em Caxias…
Ciente, o presidente manda o responsável se virar e logo aparece um surdo.
Meu mapa astral sinalizava que haveria um imprevisto e ele aconteceu: com o surdo maior, meu joelho ficou dias com hematoma, rs.
Mas o prazer de tocar ficará eternamente na minha memória!
Gracias a la vida!







