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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

A pré-estreia do “Eclipse” de Djin Sganzerla: suspense e relações abusivas

O 2º longa de Djin é inspirado num caso real: o de uma mulher que descobriu que o próprio marido a difamava e fazia ameaças de morte na internet

Por Daniela 7 Maio 2026, 17h59 | Atualizado em 7 Maio 2026, 17h59
Victoria Maranho, Lian Gaia e DjinSganzerla atrizes do filme dirigido por Djin
Victoria Maranho, Lian Gaia e Djin Sganzerla  (Douglas Shineidr/Divulgação)
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Djin Sganzerla entre Rosa Dias e Tande Bressane, diretora de TV da Globo (Douglas Shineidr/Divulgação)
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Marcio Vito e Murilo Sampaio, atualmente no ar em “Guerreiros do Sol”, novela das onze da TV Globo (Douglas Shineidr/Divulgação)
A diretora Djin Sganzerla com o cineasta Luis Carlos Lacerd
A diretora Djin Sganzerla entre o ator Paulo Vespúcio Garcia e o cineasta Luis Carlos Lacerda (Douglas Shineidr/Divulgação)
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O convite do filme (./Divulgação)

A diretora e atriz Djin Sganzerla fez a pré-estreia de “Eclipse”, nessa quarta (06/05), no Cinesystem Belas Artes Botafogo. O convite era um calendário lunar marcando os dias de lua cheia.

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O suspense já passou pela 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, foi selecionado para o 33º San Diego Latino Film Festival e, ainda em maio, será exibido no 4º İstanbul International Spring Film Festival, na Turquia.

Se, como atriz, Djin ficou marcada por personagens provocativas e libertárias — em 2003, por exemplo, sob a direção do pai, Rogério Sganzerla (1946–2004), ela interpretou a lendária naturista e feminista brasileira Luz del Fuego —, como cineasta o interesse é investigar as experiências femininas e as relações de poder. Ela é filha da também atriz e diretora Helena Ignez (também atriz no filme) — se o Cinema Novo teve Glauber Rocha, com quem ela também foi casada, o Cinema Marginal teve o rosto e a voz de Helena, hoje com 83 anos. Ela e Rogério foram o casal central do Cinema Marginal, no final dos anos 60, para chutar o balde da estética tradicional, usando o deboche, o caos e a criatividade para enfrentar a ditadura.

O 2º longa de Djin é inspirado num caso real: o de uma mulher que descobriu que o próprio marido a difamava e fazia ameaças de morte em um fórum da internet. A partir daí, nasceu a história do encontro entre uma astrônoma grávida e sua meia-irmã de origem indígena, destravando memórias e expondo camadas de relações abusivas no passado e no presente.

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“Eclipse” chega seis anos depois de “Mulher Oceano”, longa bem recebido pela crítica.

Segundo a crítica de cinema Susana Schild, “a expressiva fotografia de André Guerreiro Lopes, a boa atuação do elenco (destaque para Djin, Lian Gaia e Sergio Guizé) e a competente direção de arte de João Marcos de Almeida revelam profissionalismo da mentora, apesar dos excessos do roteiro. Legítimo manifesto pela sororidade, o filme alerta: cuidado com maridos que abusam do ‘meu amor’. Mau sinal”.

No elenco, Selma Egrei,  Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce, Pedro Goifman e Julia Katharine.

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