ABL comemora 129 anos com noite de homenagens
Na plateia, acadêmicos e convidados para a entrega de prêmios
Gustavo Galvão pela defesa da língua e cultura portuguesas no exterior e no país (Veronica Pontes/Divulgação)
O Petit Trianon, sede da Academia Brasileira de Letras (ABL), no Centro, esteve a toda, nessa quinta (23/07) com parte das comemorações de 129 anos, com nomes da literatura, da cultura e da ciência. Na plateia, acadêmicos e convidados como Fernanda Montenegro, Gilberto Gil, Ailton Krenak, José Roberto de Castro Neves, Lázaro Ramos, Margareth Dalcolmo, acadêmicos, escritores e até o governador em exercício, Ricardo Couto, em eventuais aparições públicas desde que assumiu a cadeira — ele era um dos convidados a sentar à mesa dos imortais durante a cerimônia.
Entre discursos, chegou a vez da entrega do Prêmio Machado de Assis, a principal honraria da Academia, ao escritor Cristóvão Tezza, que recebeu R$ 100 mil, oferecidos pela Light, pelo conjunto da obra – ele é autor de mais de 20 livros e incluindo o conhecido “O Filho Eterno” (2007). Foi aplaudido de pé ao subir ao palco.
Pela primeira vez, a ABL entregou três novos prêmios literários: Eliana Alves Cruz venceu o Guimarães Rosa, de Ficção, com “Meridiana”; Fabrício Oliveira levou o Manuel Bandeira, de Poesia, por “Noite obscena”; e Caetano Galindo recebeu o Euclides da Cunha, de Humanidades, por “Na ponta da língua”.
“A ABL cumpre um de seus objetivos, que é promover a literatura e criar um espaço de diálogo entre escritores, críticos, acadêmicos e leitores”, disse Merval Pereira, presidente da Academia.
A programação incluiu ainda a entrega das tradicionais medalhas a personalidades e instituições que contribuíram para a cultura, a educação e o conhecimento. Depois da solenidade, o clima sisudo deu uma trégua com coquetel e boas conversa.







