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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

“Auto da Compadecida”: barroco tropical com cachaça mineira no final

Os convidados saem impressionados com a riqueza dos figurinos

Por Daniela 6 mar 2026, 11h15 | Atualizado em 6 mar 2026, 12h32
Déa Lúcia e Marcelo Faria; Polyana Horta, Alcione Mazzeo e Thiago Queiroz
Déa Lúcia e Marcelo Faria; Polyana Horta, Alcione Mazzeo e Thiago Queiroz (Cristina Granato/Divulgação)
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_DSC4093 Bernardo e Thatiana Travassos e Marcelo e Felipa Faria - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Bernardo e Thatiana Travassos, Marcelo e Felipa Faria (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4126 Déa Lúcia e Letícia Muniz - AUTO DA COMPADECIDA - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Déa Lúcia e Letícia Muniz (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4097 Stella Stephany e Claudio Tovar - AUTO DA COMPADECIDA - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Stella Stephany e Claudio Tovar (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4386 Alexandre Lino , Analu Prestes e Claudio Rangel - AUTO DA COMPADECIDA - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Alexandre Lino, Analu Prestes e Claudio Rangel (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4412 Jandir Ferrarri e Polyana Horta - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Jandir Ferrarri e Polyana Horta (Cristina Granato/Divulgação)
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_DSC4099 O casal Deborah Olivieri e Ruud Dankers - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
O casal Deborah Olivieri e Ruud Dankers (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4453 Cida Moreno e Mariana Arruda - AUTO DA COMPADECIDA - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Cida Moreno e Mariana Arruda (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4494 Alcione Mazzeo e Marcelo Veronez - AUTO DA COMPADECIDA - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Alcione Mazzeo e Marcelo Veronez (Cristina Granato/Divulgação)
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_DSC4478 Thiago Queiroz , Luiz Carlos Vasconcelos , Leonardo Rocha e Dê Jota Torres - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Thiago Queiroz, Luiz Carlos Vasconcelos, Leonardo Rocha e Dê Jota Torres (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4169 Estreia do espetáculo AUTO DA COMPADECIDA com o GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Figurinos e cenário (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4128 Mariana Arruda - AUTO DA COMPADECIDA - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Mariana Arruda (Cristina Granato/Divulgação)
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_DSC4300 Dê Jota Torres e Mariana Arruda - AUTO DA COMPADECIDA - GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Dê Jota Torres e Mariana Arruda (Cristina Granato/Divulgação)
_DSC4361 Estreia do espetáculo AUTO DA COMPADECIDA com o GRUPO MARIA CUTIA - MARÇO 2026 - CG
Bloco da Cutia (Cristina Granato/Divulgação)

O clássico “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna, ganhou uma versão barroca, tropicalista e bastante irreverente que chegou ao Rio pela primeira vez, com o grupo mineiro Maria Cutia, com direção de Gabriel Villela, nessa quinta (05/03), no Sesc Copacabana, inaugurando as comemorações de 20 anos da companhia.

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A peça, criada em 2019 e já rodando festivais pelo país, faz uma releitura nada ortodoxa do texto de Suassuna. No meio da história aparecem canções de Caetano Veloso, Maria Bethânia, Sérgio Sampaio e Zeca Baleiro. A saga de João Grilo e Chicó — eternizados no cinema por Selton Mello e Matheus Nachtergaele — começa num enterro meio suspeito e segue por uma epopeia milagrosa onde cabem padres, cangaceiros, Jesus, Maria e até o diabo.

Os convidados saem impressionados com a riqueza dos figurinos, ainda mais quando descobrem que foi o próprio Villela quem criou, além dos cenários, com sua conhecida estética barroca — agora temperada com um elemento extra: lama. “Como não tínhamos dinheiro para nada, usamos roupas que tenho guardadas no meu sítio, em Carmo do Rio Claro (sul de Minas). Vem na nossa pele a tragédia anunciada de Brumadinho e tantas outras que podem acontecer”, diz o diretor, lembrando o desastre de 2019 que marcou a estreia da montagem.

Para achar o tom da encenação, Villela ainda buscou inspiração em Dercy Gonçalves. “Ela foi uma espécie de Compadecida, cercada de anjinhos como Grande Otelo, Zezé Macedo e Oscarito”, compara, lembrando que o deboche da atriz escondia uma técnica afiadíssima de improviso.

E, fiel ao espírito popular da história, no final, o elenco leva o público para fora do teatro ao som dos instrumentos do grupo, onde é servida uma cachacinha mineira em copo comemorativo dos 20 anos da companhia.

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