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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Baleia-franca e filhote dão espetáculo no Arpoador (vídeos!)

Essa espécie gosta de chegar bem perto da praia para alimentar seus filhotes com segurança

Por Daniela 4 ago 2026, 10h51 | Atualizado em 4 ago 2026, 15h00
Baleia escura saltando da água, com respingos brancos, em um mar azul-acinzentado sob um céu claro. Dois pássaros voam no alto. Texto: Baleia no Arpoador 04/08/26 - 9:30am
Baleia-franca e seu filhote aparecem no Arpoador  (./Reprodução)
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Quem apareceu no Arpoador, na manhã desta terça (04/08), foi uma baleia-franca acompanhada do filhote, com vídeo já viralizando nas redes. Embora as jubartes sejam as visitantes mais conhecidas do litoral carioca, as francas têm aparecido com frequência cada vez maior nos últimos anos. “Essa espécie, ao contrário de outras, gosta de ir até a arrebentação. Faz parte do comportamento natural dela. É comum que as mães amamentem e descansem com os filhotes em águas calmas e rasas”, explica a bióloga Liliane Lodi, do Projeto Ilhas do Rio, que monitora cetáceos na costa fluminense há décadas.

Em 2023, uma franca e seu filhote foram vistos em São Conrado e, na época, o biólogo Ricardo Gomes, do Instituto Mar Urbano, lembrou que a espécie não era observada tão perto das praias cariocas havia mais de sete anos.

Mas a recomendação de Lodi é simples: “Quando uma baleia aparece no Rio, vira um frenesi. As pessoas precisam aprender a manter distância para que ela possa aproveitar esse momento com tranquilidade”. A orientação é que embarcações, banhistas e praticantes de esportes náuticos mantenham pelo menos 100 metros de distância, permitindo que a mãe amamente o filhote sem estresse nem risco de acidentes.

As baleias-francas podem atingir até 17 metros de comprimento e pesar mais de 60 toneladas. E uma curiosidade: muito antes de o Arpoador virar o ponto turístico de aplausos no pôr do sol, a pedra servia de mirante para pescadores avistarem baleias em alto-mar. A diferença é que, no século XVIII, elas eram perseguidas. Três séculos depois, o espetáculo é outro, com os observadores com celulares nas mão e aplausos na areia.

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