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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Camelôs protestam em Copacabana contra operação “Tolerância Zero”

O programa foi anunciado no dia 7 de julho e começa oficialmente nesta quinta (16/07), do Leme ao Leblon, nos calçadões da orla

Por Daniela 15 jul 2026, 12h00 | Atualizado em 15 jul 2026, 17h04
Pessoa de costas com colete azul RIO +SEGURO observa manifestação com policiais e civis em frente ao Copacabana Palace, sob céu azul
Manifestação dos camelôs em frente ao Copacabana Palace (Daniel Delmiro/Divulgação)
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Grupo de policiais fardados de azul-marinho e coletes pretos em meio a uma multidão de pessoas, sob coqueiros altos e céu azul claro. Um banheiro químico verde é visível à esquerda, e uma bicicleta amarela à direita.
Força policial está de prontidão (Daniel Delmiro/Divulgação)
Multidão de pessoas diversas, a maioria homens, em um evento ao ar livre. Uma mulher de camiseta amarela fala ao microfone, enquanto outros observam. Duas bandeiras amarelas tremulam ao fundo, sobre uma estrutura metálica. O clima é ensolarado e movimentado
Maria dos Camelôs puxa o debate na praia (Daniel Delmiro/Divulgação)

Os camelôs estão reunidos em Copacabana, em frente ao Copacabana Palace, nesta quarta (15/07), em um protesto contra o programa “Tolerância Zero”, da prefeitura, via Movimento Unido dos Camelôs (MUCA), que defende o direito ao trabalho e a permanência dos ambulantes nas ruas do Rio.

O programa concentra as ações, neste primeiro momento, na orla da Zona Sul. Maria dos Camelôs, fundadora do MUCA, critica a postura da prefeitura ao, segundo ela, tratar os ambulantes como parte de uma organização criminosa para justificar uma retirada em massa. Ela afirma ser favorável à fiscalização, mas pede que o município “separe o joio do trigo”. “Se tem alguma coisa errada, o Estado tem que ir lá e tirar o que está errado, não tirar os trabalhadores”, diz.

Maria e os manifestantes afirmam que a categoria quer trabalhar de forma regular, mas enfrenta um muro burocrático para conseguir autorização. “Nós queremos organização. É fundamental que a prefeitura reconheça os camelôs como trabalhadores”, completa, ao pedir uma reunião com o prefeito Eduardo Cavaliere.

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O programa “Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público” foi anunciado no dia 7 de julho e começa oficialmente nesta quinta (16/07), do Leme ao Leblon, nos calçadões da orla. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a principal justificativa da operação é combater a influência do crime organizado sobre o comércio ambulante, que, segundo o governo, tornou-se altamente estruturado e lucrativo. Fora a invasão sem critério em muitos pontos da cidade.

Ao todo, foram mapeados 70 pontos de ocupação irregular na orla. A operação prevê patrulhamento diário com mais de 300 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal.

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