Camelôs protestam em Copacabana contra operação “Tolerância Zero”
O programa foi anunciado no dia 7 de julho e começa oficialmente nesta quinta (16/07), do Leme ao Leblon, nos calçadões da orla
Os camelôs estão reunidos em Copacabana, em frente ao Copacabana Palace, nesta quarta (15/07), em um protesto contra o programa “Tolerância Zero”, da prefeitura, via Movimento Unido dos Camelôs (MUCA), que defende o direito ao trabalho e a permanência dos ambulantes nas ruas do Rio.
O programa concentra as ações, neste primeiro momento, na orla da Zona Sul. Maria dos Camelôs, fundadora do MUCA, critica a postura da prefeitura ao, segundo ela, tratar os ambulantes como parte de uma organização criminosa para justificar uma retirada em massa. Ela afirma ser favorável à fiscalização, mas pede que o município “separe o joio do trigo”. “Se tem alguma coisa errada, o Estado tem que ir lá e tirar o que está errado, não tirar os trabalhadores”, diz.
Maria e os manifestantes afirmam que a categoria quer trabalhar de forma regular, mas enfrenta um muro burocrático para conseguir autorização. “Nós queremos organização. É fundamental que a prefeitura reconheça os camelôs como trabalhadores”, completa, ao pedir uma reunião com o prefeito Eduardo Cavaliere.
O programa “Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público” foi anunciado no dia 7 de julho e começa oficialmente nesta quinta (16/07), do Leme ao Leblon, nos calçadões da orla. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública, a principal justificativa da operação é combater a influência do crime organizado sobre o comércio ambulante, que, segundo o governo, tornou-se altamente estruturado e lucrativo. Fora a invasão sem critério em muitos pontos da cidade.
Ao todo, foram mapeados 70 pontos de ocupação irregular na orla. A operação prevê patrulhamento diário com mais de 300 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal.





