Cidade francesa inaugura praça com o nome de Sebastião Salgado
A praça ganhou uma exposição com imagens do fotógrafo e, entre elas, obras que os cariocas e os brasileiros conhecem bem
A cidade francesa de La Gacilly, a 400 quilômetros de Paris e conhecida por sediar um dos mais prestigiados festivais de fotografia da Europa, fez uma homenagem ao fotógrafo Sebastião Salgado (1944-2025) dando seu nome à praça da cidade. Na cerimônia estava a arquiteta e curadora Lélia Wanick Salgado, viúva de Sebastião, além do prefeito Olivier Athimon e de Jacques Rocher, fundador do festival.
A praça ganhou uma exposição com imagens do fotógrafo e, entre elas, obras que os cariocas e os brasileiros conhecem bem: imagens da série “Amazônia”, que ficou no Museu do Amanhã entre 2022 e 2023. O Rio foi escolhido para a primeira exposição póstuma, na Casa Firjan, em maio passado, com a série “Trabalhadores”.
A ligação do fotógrafo com o Rio também passou pelo campo institucional, quando ele integrou o conselho do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), na Gávea, usando sua reputação internacional para defender pautas como a preservação da Amazônia e os direitos dos povos indígenas.
O casal foi para Paris em 1969, fugindo da ditadura militar, e foi lá que ele construiu uma das carreiras mais influentes da fotografia mundial, fez doutorado, recebeu a cidadania francesa e se tornou o primeiro brasileiro eleito para a Academia de Belas Artes da França.
Ao longo das décadas, suas imagens ocuparam algumas das mais importantes instituições culturais francesas, incluindo a Maison Européenne de la Photographie. A relação do casal com o país também ganhou registro no documentário “O Sal da Terra”, dirigido por seu filho, Juliano Salgado, em parceria com o cineasta alemão Wim Wenders.







