Comparação com “Gotham City” marca debate no STF sobre governo do Rio
Um dos advogados do PSD, Thiago Boverio, afirmou que o estado vive uma situação “caótica” e que ficaria mais fácil "eleger o Coringa"
Não foi a primeira vez que alguém apelidou o Rio de “Gotham City”, como aconteceu nesta quarta (08/04), durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga o modelo de escolha do novo governador para o mandato-tampão.
Um dos advogados do PSD, Thiago Boverio, afirmou que o estado vive uma situação “caótica”: “Se for realizar uma eleição indireta em Gotham City, fica mais fácil eleger o Coringa do que o Batman”, disse, ao defender o voto popular.
Em 2023, a coluna falou sobre a “Gotham Tropical” — só que sem Batman e Robin para fazer justiça e afastar os bandidos. A diferença é que a Gotham dos quadrinhos da DC é fictícia, ainda que inspirada em grandes metrópoles com altos índices de criminalidade e corrupção.
Batman, por aqui, a gente até vê — mas é o ambulante, derretendo nos 50 graus, fantasiado na praia, na rua ou no transporte público, tentando ganhar a vida. O que está faltando mesmo é um Bruce Wayne disposto a bancar a luta contra uma criminalidade que incendeia trens e ônibus quando contrariada e que faz o carioca pensar duas vezes antes de tomar um drinque no quiosque depois do trabalho com medo de virar estatística.
Na época, o prefeito Eduardo Paes criticou o governo estadual, falando em “descontrole total”, enquanto o então governador Cláudio Castro comemorava mais uma operação que terminou com mais de 35 ônibus queimados, afirmando que “o crime organizado que não ouse desafiar o poder do Estado”. O mesmo que, agora, está afastado e foi condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022.
A comparação do advogado não caiu bem entre deputados do União Brasil na Alerj, que levaram o assunto ao plenário nesta quarta.







