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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Crise no STF foi assunto proibido (e mais comentado) em almoço do LIDE

No palco, Campos Moreira falou sobre o avanço do crime organizado, segundo ele, "uma grande empresa com estrutura do próprio Estado"

Por Daniela 3 set 2026, 13h00 | Atualizado em 4 set 2026, 10h44
Três pessoas em um evento formal: um homem de terno cinza e gravata laranja, uma mulher de blazer preto e cabelos castanhos, e um homem de terno azul-marinho e gravata azul, todos sorrindo levemente e usando crachás de identificação. O fundo mostra outras pessoas e mesas em um salão iluminado
Antonio José Campos Moreira, Andréia Repsold e Edward Haxton  (Renato Wrobel/Divulgação)
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Três pessoas sorridentes, duas mulheres e um homem, posam para foto em evento. A mulher à esquerda veste blusa branca e saia clara, a do centro usa colete preto sobre blusa marrom, e o homem à direita veste terno escuro com camisa branca. Todos usam crachás azuis pendurados no pescoço. Ao fundo, outras pessoas e mesas de jantar.
Flavia Ayd, Tatiana Abranches e Miguel Pinto Guimarães (Renato Wrobel/Divulgação)
Dois homens sorridentes, um jovem e um mais velho, posam lado a lado em um evento. O jovem veste blazer escuro, camiseta preta e calça cinza, com crachá azul LIDE. O homem mais velho usa terno azul, camisa branca, gravata azul-turquesa e relógio prateado, também com crachá LIDE
Idelfredo Julio Ibanez Belardo e Marcio Mothe (Renato Wrobel/Divulgação)
Dois homens sorrindo para a câmera em um evento formal. O da esquerda, com cabelos grisalhos e óculos de sol pendurados na camisa azul clara, usa blazer escuro. O da direita, de óculos, blazer escuro e gravata azul, tem um crachá LIDE no paletó. Ao fundo, mesas de jantar com pessoas desfocadas
Marcelo Viveiros de Mora e Edward Haxton (Renato Wrobel/Divulgação)
Três pessoas, dois homens e uma mulher, posam sorridentes em um evento corporativo. O homem à esquerda veste terno preto e camisa cinza, a mulher ao centro usa um vestido preto, e o homem à direita, de óculos, veste terno cinza e gravata laranja. Ao fundo, um telão exibe FORNECEDOR OFICIAL e mesas redondas estão postas para refeição
Marinho Filippo, Andréia Repsold e Antonio José Campos Moreira (Renato Wrobel/Divulgação)
Duas mulheres sorridentes posam para a câmera em um evento. A da esquerda veste blazer preto, blusa branca, colar dourado e saia de couro preta, com crachá azul. A da direita usa um casaco de tricô roxo e preto, blusa preta, brincos longos dourados e crachá branco com a palavra LIDE
Lia Gold e Priscila Sakalen (Renato Wrobel/Divulgação)
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Quatro homens sorridentes, com crachás de identificação, posam em um evento. O primeiro, à esquerda, veste camiseta marrom e calça preta. Os dois do meio usam terno escuro e camisa social. O último, à direita, veste blazer cinza claro, camiseta preta e calça cinza. O ambiente tem iluminação quente e piso de madeira.
Victor Albuquerque, Marcelo Wajnsztok, Bruno Mondin e Marcio Racca (Renato Wrobel/Divulgação)
Quatro pessoas, duas mulheres e dois homens, posam para foto em evento formal. A mulher loira à esquerda veste blazer preto, o homem ao centro usa terno cinza e gravata laranja, a mulher de cabelos castanhos à direita veste blazer preto, e o homem de óculos usa terno azul e gravata azul. Todos usam crachás de identificação. Ao fundo, mesas de jantar e outras pessoas conversando
Ana Tereza Basilio, presidente da OAB-Rio, Antonio José Campos Moreira,  procurador-geral de Justiça do Rio, Andréia Repsold, presidente do LIDE, e Edward Haxton, cônsul-geral do Reino Unido no Rio (Renato Wrobel/Divulgação)
Um homem de terno cinza e camisa branca sorri ao lado de uma mulher de óculos, jaqueta cinza e calça branca, ambos com crachás em um evento com iluminação quente e ambiente social
Marcel Wajnsztok e Daniela Fernandes (Renato Wrobel/Divulgação)
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Quatro pessoas sorridentes, três homens e uma mulher, posam em um evento. O primeiro homem veste terno azul e gravata turquesa. A mulher ao lado usa blusa preta. A segunda mulher veste um vestido branco com desenhos pretos e óculos. O último homem usa terno cinza e camisa branca. Todos têm crachás de identificação. O fundo é um ambiente interno com iluminação quente e outras pessoas desfocadas.
Marcio Mothe, Andréia Repsold, Berenice Seara e Luiz Cesio Caetano (Renato Wrobel/Divulgação)

No dia em que o país tentava entender a troca de acusações entre ministros do STF, o relatório da Polícia Federal sobre as relações de Daniel Vorcaro com figuras de Brasília e o pedido da PGR para anular a investigação, 120 empresários, autoridades e integrantes do Judiciário estavam no Fairmont, em Copacabana, para conversar sobre segurança pública e segurança jurídica, nessa quarta (02/09), em almoço do Lide.

O convidado era um procurador-geral. Não Paulo Gonet, chefe da Procuradoria-Geral da República e personagem da crise em Brasília, mas Antonio José Campos Moreira, procurador-geral de Justiça do Estado do Rio.

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Alexandre de Moraes, André Mendonça, Daniel Vorcaro, Banco Master e PGR não apareceram nos discursos nem nas perguntas, mas em conversas à meia voz. Oficialmente, ninguém tocou no assunto. Extraoficialmente, era difícil pensar em outro.

No palco, Campos Moreira falou sobre o avanço do crime organizado, que, segundo ele, já funciona como uma grande empresa e começa a ocupar estruturas do próprio Estado. “É preciso identificar o crime hoje como atividade empresarial, que concorre com o setor formal. O tráfico é uma atividade secundária”, afirmou. Para o procurador, o caminho é seguir o dinheiro: “A política institucional do Ministério Público é investir firmemente na investigação patrimonial, na recuperação de ativos e asfixiar financeiramente as organizações criminosas”.

O tamanho da conta foi apresentado pelo presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano. Segundo o estudo Custo Rio, o estado gasta mais de R$ 31 bilhões por ano com segurança pública e privada. “A criminalidade deixou de ser um risco eventual para ser estrutural do nosso estado”, resumiu.

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Campos Moreira também falou de um tipo de insegurança que tira o sono dos empresários sem precisar de arma: a jurídica. Criticou leis urbanísticas aprovadas sem respeito ao Plano Diretor e disse que o descontrole prejudica tanto quem investe quanto a população. “Aqui, as leis são atropeladas. É ruim para o empresário porque gera insegurança jurídica e é ruim para o contribuinte porque o empreendimento acaba sendo embargado”, afirmou.

Segundo ele, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça criaram um núcleo para buscar acordos antes que os conflitos terminem nos tribunais.

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