Da favela para o mercado: curso gratuito de drone
Um piloto contratado costuma ganhar entre R$ 2.600 e R$ 3.700 por mês, mas em áreas especializadas a remuneração pode passar de R$ 10 mil
Os drones deixaram de ser hobby virar profissão e agora o governo federal destinou R$ 200 mil para um curso gratuito de formação de pilotos de drones, realizado pelo Instituto Brasileiro de Administração Pública e Apoio Universitário do Rio (IBAP-RJ), para jovens e adultos de favelas cariocas.
A ideia vai além de produzir imagens bonitas do alto, como o turismo na Rocinha, por exemplo, que registrou um aumento de 37% impulsionado pelo “turismo de drone” em suas lajes, com as vistas panorâmicas que se tornaram fenômenos virais no Instagram e TikTok movimentando a economia local: vai formar operadores de drones, com aulas sobre segurança de voo, regras da aviação, empreendedorismo e formas de transformar a tecnologia em fonte de renda para que saiam preparados para trabalhar em áreas como produção audiovisual, cobertura de eventos, inspeção de imóveis e obras, mapeamento urbano e monitoramento de áreas de risco.
O Brasil já tem mais de 130 mil drones registrados na Anac, enquanto cresce a procura por profissionais para atuar em audiovisual, eventos, engenharia, construção civil, turismo e inspeções técnicas. Um piloto contratado costuma ganhar entre R$ 2.600 e R$ 3.700 por mês, mas em áreas especializadas a remuneração pode passar de R$ 10 mil. Já quem trabalha por conta própria em eventos, cinema ou fotografia aérea costuma cobrar entre R$ 600 e R$ 1.200 por diária, enquanto projetos de engenharia e inspeção podem render contratos acima de R$ 5 mil.





