Entre a espada e a fé, temos os dois: o outro padroeiro do Rio
O Rio tem São Sebastião como padroeiro da cidade, mas São Jorge foi declarado padroeiro estadual em 2008
O Rio tem São Sebastião como padroeiro, mas outro santo, de tanta paixão e devoção, São Jorge foi declarado padroeiro por lei estadual em 2008 (nº 5.198/2008). A devoção a São Jorge já era fortíssima no Rio há décadas — tanto no catolicismo quanto nas religiões de matriz africana — e a lei apenas oficializou o que já era culturalmente consolidado.
Para os católicos, São Jorge é símbolo da força de Deus na luta em favor dos povos excluídos e marginalizados; na umbanda e no candomblé, é associado a Oxóssi e a Ogum, respectivamente, orixás da caça e da guerra. Ele também é festejado na Inglaterra, na Espanha (sobretudo na região da Catalunha), em Portugal, no Canadá, na Lituânia, na Rússia, na Bulgária, e assim vai.
A devoção foi criada desde a Idade Média e se espalhou rapidamente, já que o povo se identifica com aquele que tem a espada, acreditando que os pedidos feitos serão atendidos por ele, que matou o dragão da maldade. A popularidade do santo é amplificada também pelo fato de ser associado ao orixá Ogum, venerado em religiões de matriz africana.
Curiosidades:
— a popularidade do santo entre os cariocas é tanta, é essa a razão de ter sido oficializado como o padroeiro do Estado do Rio.
— na Bulgária, o Dia de São Jorge é feriado nacional;
— na Catalunha (Espanha), onde é padroeiro, a data é celebrada de forma especial: os homens dão rosas às mulheres, que os presenteiam com livros;
— a Geórgia (país da Europa Oriental que se limita com Rússia, Turquia e Armênia) tem esse nome por causa do santo, patrono do país que está em seu brasão;
— é padroeiro da Cavalaria do Exército Brasileiro;
— é padroeiro de Londres;
— diz a lenda que as manchas na Lua representam São Jorge e sua espada.







