Explosão de vida: nova espécie na Lagoa
Nos últimos anos, com o projeto “Manguezal da Lagoa” e processos de naturalização, o cenário mudou bastante
Pela primeira vez em quase 40 anos, o biólogo Mario Moscatelli avistou uma nova espécie na Lagoa: a carqueja-de-bico-manchado. “Nunca tinha visto por aqui. E, semana passada, a mesma espécie também foi registrada na Lagoa da Tijuca”, conta Mario.
Nos últimos anos, com o projeto “Manguezal da Lagoa” e processos de naturalização, o cenário mudou bastante. A Lagoa está mais limpa (com intervenções da Águas do Rio) e, com isso, ganhou reforço de flora e fauna, como as famílias de capivaras, aves de todo tipo, ciclistas, corredores e frequentadores que ocupam os 7,5 km de ciclovia, além das quadras, academias ao ar livre, assessorias esportivas e quiosques com gastronomia, música e encontro.
Enquanto muita gente comemora essa “explosão de vida”, na última semana um ciclista flagrou um casal asiático catando caranguejos, os mesmos que Moscatelli solta há anos nos manguezais e margens da lagoa.
“Não sabemos se o casal continuou a captura, nem deu tempo de fotografar. Eu solto esses animais esperando que a espécie volte a dominar a lagoa. Não faltam placas bem claras — o que sobra é cara de pau e impunidade”, completa Mario.
É proibido capturar caranguejos — especialmente o caranguejo-uçá — durante o chamado período de defeso, ou “andada”, que vai de janeiro até o fim de abril. É nessa fase que eles saem das tocas para acasalar e liberar ovos, ficando muito mais vulneráveis.







