Granada de efeito moral assusta e trava orla de Copacabana (vídeo)
Só no ano passado, mais de 200 artefatos explosivos foram apreendidos na região metropolitana do Rio
A segunda (13/04) amanheceu tensa em Copacabana: uma mala abandonada na Avenida Atlântica, na altura do Copacabana Palace — bem em frente ao palco do “Todo Mundo no Rio”, que recebe Shakira no dia 2 de maio — parou a orla por alguns momentos.
Policiais militares isolaram a área até a chegada do Esquadrão Antibombas. A equipe da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) analisou o material e concluiu que se tratava de uma granada de som e luz. O caso ficará a cargo da 12ª DP (Copacabana).
A granada de som e luz — também conhecida como flashbang ou granada de atordoamento — é usada para desorientar temporariamente, produzindo um clarão intenso e um estrondo altíssimo (acima de 170 dB), capaz de causar cegueira e surdez momentâneas. É um recurso típico de forças táticas.
Uma situação recente foi em 2022, quando esse tipo de artefato foi usado no caso envolvendo Roberto Jefferson, durante ação contra agentes da Polícia Federal.
No Rio, segundo especialistas, o dispositivo também tem sido empregado por traficantes e milicianos — especialmente ligados ao Comando Vermelho (CV) —, muitas vezes acoplado a drones para ataques a rivais e até a policiais. Parte desses explosivos é adaptada ou desviada. Já a Polícia Militar utiliza o equipamento em controle de distúrbios, manifestações e operações em áreas de risco.
Só no ano passado, mais de 200 artefatos explosivos foram apreendidos na região metropolitana do Rio — número que ajuda a explicar por que uma simples mala abandonada já é suficiente para parar tudo.







