Imprensa internacional é impiedosa com a derrota da Seleção Brasileira
Detonar a Seleção Brasileira depois de uma eliminação costuma ser um dos esportes favoritos de torcedores, comentaristas, ex-jogadores etc.
Falar mal da Seleção Brasileira depois de uma eliminação em Copa do Mundo costuma ser um dos esportes favoritos de torcedores, comentaristas, ex-jogadores e de cariocas em geral, mas a derrota ganhou destaque na imprensa internacional, que foi impiedosamente precisa depois da derrota por 2 a 1 para a Noruega.
O inglês The Guardian levantou a provocação: “O Brasil é mais uma marca do que um time?”. Para o tabloide, a Seleção continua sendo “o padrão ouro” quando o assunto é história, carisma e prestígio, mas está longe de repetir o futebol que a transformou em referência. “O time “pareceu hesitante durante toda a Copa e a eliminação expôs problemas estruturais que se arrastam há anos.
Na França, o L’Équipe destacou que a entrada de Neymar acabou alterando o equilíbrio da equipe. “Sem chutes por 30 minutos e sem solidez… A entrada de Neymar levou o jogo para um lado oposto”. Uma despedida melancólica”.
O alemão Kicker resumiu em uma frase: “O Brasil é apenas um mito do passado.” Já o espanhol Marca chamou a eliminação de “um fracasso inexplicável” e afirmou que o resultado representa “o fim de um ciclo que já dava sinais de esgotamento”, defendendo uma renovação profunda na equipe.
O portal britânico Sports Mole disse ser a pior atuação da era Carlo Ancelotti, apontando uma postura excessivamente passiva, pouca posse de bola e um sistema ofensivo sem organização diante de uma Noruega que soube explorar os espaços. Mesmo assim, Ancelotti teve seu contrato com a Confederação Brasileira de Futebol renovado até a Copa de 2030, oficializado antes do Mundial deste ano. A campanha é a pior do Brasil em uma Copa do Mundo desde 1990, quando caiu para a Argentina, também nas oitavas de final.
Depois da partida, o treinador reconheceu a necessidade de renovar o meio-campo e disse que a eliminação marca “o começo de um novo ciclo”.
A queda para a Noruega representa a campanha mais curta do Brasil em Copas desde 1990, quando também foi eliminado nas oitavas de final.





