Moradores de rua depenam e incendeiam casa que ruiu no Centro. Vídeos!
Segundo moradores, sistematicamente as casas são invadidas e depredadas


Os moradores do Centro estão se organizando, reunindo os diversos grupos do bairro para tentar unificar e resolver a situação dos casarões em ruínas e suas consequências.
Como por exemplo, a invasão de moradores de rua do que sobrou do casarão cuja fachada foi ao chão no dia 8 de março, na Avenida Mem de Sá, 197, na altura da Praça da Cruz Vermelha, para saquear tudo que ainda tinha lá dentro, e ainda colocaram fogo, o que causou princípio de incêndio no fim da tarde desta quinta (27/03), como mostram os vídeos abaixo. Os bombeiros apagaram, colocaram a fitinha e foram embora. E eles estão de volta agora à noite, tirando vigas enormes de mandeira.
Ao lado, fica o prédio da Sociedade de Medicina, com isso, moradores contam que eles acessaram o auditório e jogaram as cadeiras de madeira maciça, aquelas de cinema, todas coladinhas, antigas, do andar superior, colocando os tocos de madeira do que sobrou num carrinho. “Eles entram sistematicamente no 1º andar que não ruiu, e levam o que sobrou. A madrugada inteira é barulho de vidraça arrebentando, tirando fios e canos de tubulação, empilham tudo e levam embora”, diz o produtor de moda Alexandre Schnabl, que mora do lado da casa.
“A subprefeitura do Centro já recebeu várias sugestões possíveis para atenuar o problema de cracudos na área. Inclusive o próprio secretário da SEOP, Brenno Carnevale, disse que a causa foi identificada e encaminhada à 5° DP. Outro secretário que também sabe da situação é o de Saúde, Daniel Soranz, que este já participou de uma reunião com moradores no nº330 da Riachuelo e, nessa área, tivemos dois avanços, a saída do PAR Carioca (Ponto de apoio de rua)do terreno do INCA; e a criação de um Centro de atendimento psicossocial álcool e drogas para área da CAP.1.0 (Centro) em São Cristóvão, ou seja, a desconcentração de dependentes químicos aqui na região da Cruz Vermelha. Mas há muito para se conquistar”, diz Ísis Viana, do Movimento Unidos Pelo Centro, que entregou uma carta ao arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, pedindo intervenção junto à prefeitura em relação à população de rua na região.