Nervos à flor da pele? Intestino também pode sentir
O estresse pode alterar seu funcionamento e agravar sintomas digestivos
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Michelle Novaes, cofundadora da Kaselle (empresa de concierge imobiliário), promoveu encontro no espaço High End, no Leblon, sobre a relação entre alimentação, saúde e bem-estar com a nutricionista e psicóloga Thaís Araújo.
Entre discussões políticas e mensagens que não param de chegar, a cabeça anda trabalhando além do expediente e o intestino pode entrar nessa agitação: o estresse pode alterar seu funcionamento e agravar sintomas digestivos. A comunicação entre cérebro e intestino acontece nos dois sentidos, por sinais nervosos e hormonais. Thaís deu sugestões para prestar atenção ao que se come, aos sabores e aos sinais de fome e saciedade, em vez de fazer da refeição mais uma tarefa cumprida com o celular na mão.
“Você sente na cabeça o que começa no intestino”, disse Thaís à coluna, em entrevista recente. Autora de “Enfezado Nunca Mais”, ela trabalha com a relação entre alimentação e comportamento.
O caminho inverso também merece atenção. Segundo o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais dos EUA, alterações na interação entre cérebro e intestino podem aumentar a sensibilidade intestinal e modificar as contrações musculares, contribuindo para dor, inchaço, diarreia ou prisão de ventre em pessoas com síndrome do intestino irritável. Isso não significa que todo desconforto seja “emocional”.






