Quantos ambulantes cabem nas proximidades do Museu do Amanhã?
Carrinhos, triciclos e barracas fazem parte do movimento da região, mas a prefeitura diz que deve existir alguns irregulares ali
O produtor e consultor cultural William Vorhees tem “vigiado” a região da Praça Mauá, nas proximidades do Museu do Amanhã e, nesta terça (13/10), um dia depois do feriado, enviou fotos da concentração exagerada de ambulantes. “Já venho acompanhando há um mês, porém, piorou na última semana e hoje está impraticável até de passar no acesso ao museu vindo da praça Mauá”, diz ele.
Isso porque o carnaval nem chegou e nem é feriado. A cidade tem batido recordes de visitantes – foram 6,9 milhões de turistas nacionais entre janeiro e agosto, de acordo com dados da Prefeitura; e novo recorde no internacional, com 1,6 milhões entre janeiro e agosto, um crescimento de 14% em relação ao mesmo período de 2025.
Carrinhos, triciclos e barracas fazem parte do movimento da região. Nas imagens, porém, a quantidade chama a atenção: na entrada do museu, a arquitetura divide o protagonismo com milho, cachorro-quente e afins. Os turistas que lutem por um enquadramento.
A reclamação de turistas na região é recorrente, principalmente no Tripadvisor (site de viagens e dicas), justamente falando sobre o desespero de quem quer fotografar a arquitetura.
Os ambulantes precisam de autorização da Prefeitura para trabalhar em espaços públicos, e a fiscalização cabe à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), por meio da Coordenadoria de Controle Urbano. A coluna entrou em contato com a Seop, que concluiu que os camelôs retratados por Vorhees são irregulares mesmo. “A Seop faz ações recorrentes de fiscalização de ambulantes na Praça Mauá. Os agentes vão verificar a situação cadastral dos ambulantes no vídeo, verificada qualquer irregularidade, serão tomadas as medidas administrativas necessárias”.






