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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Rafael Bokor: Edifício Paysandú, um dos mais belos art déco no Rio

Aberta em 1864, desde a inauguração é rodeada por dezenas de palmeiras imperiais plantadas a pedido de Dom Pedro II

Por Daniela 16 jul 2026, 09h00
Vista de baixo para cima de um edifício antigo de cor clara, com palmeiras altas e frondosas em primeiro plano e ao redor, sob um céu azul claro
 (Rafael Bokor/Divulgação)
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Rafael Bokor: Edifício Paysandú, um dos mais belos art déco no Rio Priorizar nos meus resultados Google
Vista de baixo de um prédio branco com janelas e varandas, emoldurado por duas palmeiras altas e um coqueiro ao fundo, sob céu azul claro
(Rafael Bokor/Divulgação)
Fachada de um prédio antigo de cor creme com uma palmeira alta em primeiro plano. O prédio tem janelas com persianas e grades, e um pequeno balcão com plantas no andar inferior. A pintura da fachada mostra sinais de desgaste
(Rafael Bokor/Divulgação)
Fachada de um edifício bege de estilo Art Déco, com sacadas e janelas retangulares, sob céu azul claro. Folhagens escuras de palmeiras em primeiro plano, à direita, e outras plantas verdes nas sacadas inferiores. Detalhes verticais em relevo na parede central.
(Rafael Bokor/Divulgação)
Fachada de edifício com porta dupla de ferro forjado, número 135 acima, duas janelas laterais com grades, e três degraus pretos com corrimãos dourados. Vasos de plantas e um pote verde na calçada de mosaico português.
(Rafael Bokor/Divulgação)

A Rua Paissandú, no Flamengo, é uma das mais charmosas do Rio de Janeiro. Aberta em 1864, desde a inauguração é ladeada por dezenas de palmeiras imperiais plantadas a pedido de Dom Pedro II. Foi nesse cenário bucólico que, em 1929, surgiu o Edifício Paysandú, o primeiro grande prédio da rua.

Entrada de um edifício com porta de vidro e grades pretas de design geométrico. À esquerda, uma coluna de granito marrom claro com o nome ED PAYSANDÚ gravado verticalmente. Um corrimão dourado e um vaso de planta verde complementam a cena
(Rafael Bokor/Divulgação)
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Corredor interno com piso de mármore claro e detalhes em marrom, paredes com faixas de azulejos bege e pretos, e um lustre de ferro forjado no teto. Ao fundo, uma porta de vidro com grades geométricas pretas revela a rua com carros e pessoas.
(Rafael Bokor/Divulgação)
Hall de entrada com escadaria de mármore claro e corrimão dourado à esquerda, levando a um andar superior com guarda-corpo de ferro. O piso é de mármore com detalhes em faixas escuras. As paredes têm revestimento em faixas horizontais de tons terrosos. Um lustre antigo de metal e vidro ilumina o centro do teto. Ao fundo, um corredor com pessoas e mesas.
(Rafael Bokor/Divulgação)
Corredor longo e iluminado com piso de mármore claro e detalhes em vermelho. As paredes têm faixas horizontais de mármore rosa e bege, com janelas superiores de vidro jateado e desenhos geométricos. Uma mesa de madeira escura com arranjo floral e uma cadeira de palha estão à esquerda. Um lustre pendente ilumina o teto branco, e o corredor se estende até uma porta aberta no fundo
(Rafael Bokor/Divulgação)
Escadaria elegante com degraus de mármore claro e corrimão de ferro forjado com detalhes dourados. A parede é revestida com placas de mármore em tons de bege e marrom, intercaladas com faixas pretas. No canto direito, uma mesa escura com um vaso de flores e uma cadeira. O piso é de mármore claro com detalhes em marrom escuro
(Rafael Bokor/Divulgação)
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Projetado pelo arquiteto Eduardo Pederneiras e construído para o empresário Ernesto Fontes, o edifício tem entradas pela Rua Paissandú, 93, e pela Travessa dos Tamoios, 22. As duas fachadas são praticamente idênticas. A principal diferença é que uma delas tem como moldura as famosas palmeiras imperiais. Ambas apresentam o característico jogo de volumes do art déco, com planos que avançam e recuam, criando efeitos de luz e sombra.

Duas janelas retangulares com vitrais geométricos em tons claros e vidro fosco, emolduradas por paredes bege e uma faixa preta horizontal. Abaixo, uma parede revestida com mármore em tons de bege e marrom-avermelhado
(Rafael Bokor/Divulgação)
Painel de elevador antigo dourado com botões redondos para andares de 8 a T, e botões Subir e Descer. O botão Subir está verde e o do andar 4 está aceso em branco. Abaixo, um adesivo vermelho com um ícone de fogo e o texto EM CASO DE INCÊNDIO Não Use Elevador, Use Escadas
(Rafael Bokor/Divulgação)
Vista de cima de uma escadaria em espiral com degraus de pedra clara e corrimão de metal dourado e preto. No topo, três janelas retangulares com vitrais geométricos. A escada desce em círculos concêntricos, revelando o piso do andar inferior com detalhes em azulejos azuis e marrons
(Rafael Bokor/Divulgação)
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Hall de entrada com escada curva de degraus claros e corrimão de ferro forjado preto com detalhes dourados. O piso tem mosaicos azuis, vermelhos e cinzas em padrão geométrico. Uma luminária pendente de vidro fosco ilumina o teto com molduras decorativas. Janelas com vitrais geométricos filtram a luz natural
(Rafael Bokor/Divulgação)
Escadaria curva de mármore bege com corrimão de ferro forjado preto e dourado, paredes claras e piso de mosaico azul, preto e terracota. Janelas verticais no topo iluminam o ambiente
(Rafael Bokor/Divulgação)

O prédio tem 10 andares. O último pavimento era destinado aos antigos quartos de empregados dos apartamentos, conhecidos na época pelo termo francês chambre de bonne. Originalmente, as unidades eram numeradas de 1 a 36. Como havia quatro apartamentos por andar, quem visitava o apartamento 20, por exemplo, precisava descer no quinto pavimento. Hoje, a numeração foi modernizada, e o antigo apartamento 20 corresponde ao 504.

Os elevadores ainda preservam as portas pantográficas originais, enquanto os halls exibem mármores brancos e rosados, vitrais com desenhos geométricos, luminárias e até caixas de incêndio em estilo art déco, mantendo o charme de quase um século atrás.

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Corredor com paredes bege, porta escura aberta à esquerda revelando outro cômodo claro, e janela alta com vitral geométrico à direita. No chão, um mosaico de pequenos azulejos em tons de azul, vermelho e cinza forma um padrão de faixas e ângulos. Abaixo da janela, uma pequena caixa escura embutida na parede
(Rafael Bokor/Divulgação)
Corredor de escada com paredes em tons de marrom e bege, corrimão de ferro preto e janelas com vidro fosco que revelam a luz do dia. O chão tem ladrilhos hidráulicos com padrões florais e geométricos em tons de cinza, branco e vermelho. Uma luminária amarela está acesa na parede superior direita
(Rafael Bokor/Divulgação)
Detalhe de uma porta branca com um painel central retangular. No centro do painel, há uma janela vertical com vidro texturizado, protegida por três barras horizontais de metal cinza escuro, espaçadas uniformemente
(Rafael Bokor/Divulgação)
Vista de uma varanda com porta aberta para um cenário urbano. Edifícios altos e uma árvore frondosa preenchem o horizonte sob um céu azul. Dois homens trabalham em um telhado próximo. O chão da varanda é de madeira escura.
(Rafael Bokor/Divulgação)
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Vista de baixo para cima de um pátio interno cercado por edifícios altos de cor creme, com janelas retangulares e algumas redondas. O céu azul claro é visível no centro, emoldurado pelas paredes dos prédios que se elevam
(Rafael Bokor/Divulgação)

O jornalista e compositor Nelson Motta morou no Paysandú durante a juventude.

Atualmente, o apartamento 504 está à venda por R$ 1.790.000, com a corretora Juliana Malafaia (@julianamalafaia). A unidade tem 271 m² e conta com hall em mármore, duas salas com varanda, quatro quartos — todos com varanda —, lavabo, copa, cozinha, área de serviço, banheiro de serviço e um quarto com janela no décimo andar. O edifício não possui garagem.

O imóvel pertenceu, até a década de 1960, a Joaquim Rolla (1899–1972), empresário que idealizou o histórico Cassino Quitandinha, em Petrópolis.

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(Divulgação/Divulgação)

 

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