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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Rafael Bokor: o prédio em Copa projetado pelos irmãos Roberto

Todos os oito apartamentos pertenciam aos irmãos Roberto e seus parentes até 1975

Por Daniela 4 jun 2026, 09h00
Árvore frondosa com folhas verdes vibrantes em primeiro plano, cobrindo parcialmente um edifício de fachada branca com detalhes amarelos e janelas quadradas, ao lado de outro prédio claro com janelas retangulares e aparelhos de ar condicionado
 (Rafael Bokor/Divulgação)
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Fachada de prédio alto com brises verticais brancos e janelas amarelas, ladeado por outro edifício com janelas e aparelhos de ar condicionado, e árvores com folhagem verde em primeiro plano
(Rafael Bokor/Divulgação)
Fachada de prédio com estrutura quadriculada branca e janelas amarelas, algumas com persianas horizontais. Um tronco de árvore marrom com folhas verdes se destaca em primeiro plano, à direita.
(Rafael Bokor/Divulgação)
Fachada de prédio com janelas amarelas e brancas, emolduradas por uma árvore de tronco marrom e folhas verdes
(Rafael Bokor/Divulgação)

O Edifício Mamãe, também conhecido como Edifício MMM Roberto, é um ícone residencial do modernismo brasileiro localizado na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, nº 1.267.

Corredor com parede de pastilhas marrons, porta de madeira escura à direita, quadro de paisagem urbana em preto e branco, e janelas translúcidas no alto. À esquerda, corrimão de escada e espelho refletindo o ambiente
(Rafael Bokor/Divulgação)
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Fotografia em preto e branco de um prédio alto com muitas janelas, emoldurada em preto com passe-partout bege. Ao fundo, montanhas e o mar do Rio de Janeiro. A imagem está pendurada em uma parede de azulejos marrons.
(Rafael Bokor/Divulgação)

O edifício recebeu esse nome porque foi projetado, em 1943, pelo escritório dos irmãos Roberto: Marcelo (1908-1964), Milton (1914-1953) e Maurício (1921-1996). A construção, concluída em 1945, ficou a cargo de Fernando Bastos Siqueira. Antes da obra, o terreno abrigava a casa da família Roberto.

Luminária de parede em formato de leque, com borda marrom, exibindo o nome
(Rafael Bokor/Divulgação)
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Capacho bege com textura de fios emaranhados, exibindo o nome
(Rafael Bokor/Divulgação)

Um dos grandes diferenciais do prédio é sua história familiar. Todos os oito apartamentos, com três quartos e cerca de 130 m² cada, além da cobertura e da loja no térreo, pertenciam e foram utilizados exclusivamente pelos irmãos Roberto e seus parentes até 1975.

A matriarca da família, homenageada no nome do edifício, viveu durante muitos anos na cobertura, que, no passado, tinha uma privilegiada vista para as praias de Copacabana e Ipanema. O MMM Roberto também foi ponto de encontro de personalidades da cultura brasileira. Entre seus frequentadores estavam Rubem Braga, Baden Powell, Tom Jobim e Vinícius de Moraes, que realizou ensaios do musical “Orfeu da Conceição” no apartamento do sexto andar.

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Até hoje, dois dos filhos de Maurício Roberto continuam morando no edifício.

Mosaico abstrato em tons de azul, branco e laranja, com formas onduladas, sobre uma parede de pequenos azulejos marrons. Acima, janelas retangulares com vidro fosco e molduras brancas
(Rafael Bokor/Divulgação)

Quem entra no hall dessa joia modernista encontra um mosaico de pastilhas coloridas assinado por Paulo Werneck (1906-1987). O elevador social original, com porta automática de correr em madeira de pinho, é cercado por espelhos que ampliam visualmente a portaria.

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Sem garagem, o prédio chama atenção pela dupla fachada frontal, como se os irmãos arquitetos tivessem encaixado uma peça sobre a outra. A estrutura externa de concreto funciona como uma espécie de filtro para a segunda fachada, composta por esquadrias de madeira pintadas de amarelo. Além de criar um efeito visual marcante, a solução ajuda a reduzir a incidência direta do sol nos apartamentos e confere personalidade à construção.

Atualmente, uma das unidades de 130 m² está à venda no Edifício Mamãe por R$ 1.150.000.

bokor
(Divulgação/Divulgação)
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