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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Rafael Bokor: Uma nova fase para o antigo Edifício Issor, no Leblon

Foi construído por Arthur Albert Rossi, que escolheu o próprio sobrenome escrito ao contrário para “batizar” o prédio

Por Daniela 20 ago 2026, 09h00
Fachada de um prédio residencial branco com janelas grandes e sacadas, parcialmente obscurecida por árvores frondosas com flores rosas e amarelas, em um jardim verde com folhagens densas e um poste de luz branco
 (Rafael Bokor/Divulgação)
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Rafael Bokor: Uma nova fase para o antigo Edifício Issor, no Leblon Priorizar nos meus resultados Google
Jardim exuberante com folhagem verde e flores roxas em primeiro plano, com um prédio branco de múltiplos andares e janelas visíveis ao fundo, sob luz solar
(Rafael Bokor/Divulgação)

O Edifício Issor, um dos protagonistas do livro “Rio — Casas & Prédios Antigos — Volume II”, está vazio, à espera de um retrofit.

Escadaria de mármore claro com corrimão dourado, paredes laterais revestidas em mármore verde e preto, e um patamar com piso xadrez preto e branco. Acima, uma janela retangular com grades brancas e vista para folhagem verde
(Rafael Bokor/Divulgação)
Corredor longo com piso xadrez preto e branco, paredes revestidas de mármore escuro e claro, e teto branco com luminárias pendentes. Há degraus de mármore preto e branco com faixas antiderrapantes e corrimãos escuros nas laterais, levando ao corredor com portas visíveis ao fundo
(Rafael Bokor/Divulgação)

Inaugurado em 1953, na Rua Almirante Guilhem, 234, no Leblon, o edifício é uma das construções mais charmosas do bairro. Foi erguido por Arthur Albert Rossi, que escolheu o próprio sobrenome escrito ao contrário para “batizar” o prédio.

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Até ser esvaziado, o Issor tinha 12 apartamentos de três quartos e 110 m², distribuídos por seus três andares. As unidades do térreo tinham 95 m², e apenas os moradores dos apartamentos de frente possuíam vaga na garagem subterrânea. O edifício não tinha elevador, mas, em compensação, contava com duas escadas: a social, de mármore, e a de serviço.

Corredor com piso xadrez preto e branco, paredes com espelhos e mármore bege, refletindo uma porta de ferro com detalhes geométricos e um tapete marrom no chão
(Rafael Bokor/Divulgação)
Porta de entrada escura com detalhes em vidro texturizado e grades geométricas, iluminada por luz externa. Um lustre antigo de bronze e vidro pendurado no teto. O chão tem um padrão xadrez preto e branco, com um tapete marrom à frente da porta. Paredes laterais escuras refletem a porta, criando um efeito de espelho
(Rafael Bokor/Divulgação)
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Portão duplo de ferro forjado preto com detalhes dourados, incluindo duas maçanetas verticais e ornamentos quadrados. O centro tem uma fechadura e textura martelada, enquanto as laterais exibem um padrão geométrico sobre um fundo listrado verticalmente
(Rafael Bokor/Divulgação)

O Issor ocupava um terreno de 850 m², sendo metade desse espaço destinada a um “jardim secreto”, a apenas uma quadra da Praia do Leblon. Até ser esvaziado, o prédio também não tinha grades.

Por sua relevância arquitetônica e por fazer parte do grupo dos primeiros edifícios do Leblon, o Issor integra a APAC do bairro. Por isso, não será demolido: passará por um retrofit que preservará a fachada e adaptará o interior aos dias atuais.

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Entrada de prédio com porta dupla de ferro forjado preto e detalhes dourados, vidro canelado, e letreiro Tssor acima. Degraus de mármore preto e branco com corrimãos escuros, e um lustre pendurado iluminando a porta
(Rafael Bokor/Divulgação)
Entrada de um prédio com fachada bege, janelas amplas e uma porta dupla preta com detalhes dourados e gradeado geométrico. Há três degraus e corrimãos de metal, ladeados por canteiros com folhagens verdes e um caminho de pedras claras. Uma palmeira aparece no canto superior direito
(Rafael Bokor/Divulgação)
Fachada de um edifício residencial branco de três andares com janelas amplas e sacadas envidraçadas. No térreo, uma porta preta ornamentada com detalhes geométricos, ladeada por janelas e revestimento escuro. Em frente, um caminho de pedras e canteiros com folhagens verdes e secas. Sacos de lixo pretos estão à direita da entrada. Uma palmeira aparece no canto superior direito
(Rafael Bokor/Divulgação)
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No terreno dos fundos, atualmente ocupado pelo jardim, a Mozak erguerá o Paradís, um novo edifício de oito andares. Ao todo, os dois prédios terão 32 apartamentos, com áreas entre 62 m² e 147 m².

Pelo projeto, a porta de entrada do antigo Issor será mantida. Infelizmente, porém, o nome do edifício, que carrega mais de sete décadas de histórias, não continuará.

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(Divulgação/Divulgação)
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