Rafael Bokor: Uma nova fase para o antigo Edifício Issor, no Leblon
Foi construído por Arthur Albert Rossi, que escolheu o próprio sobrenome escrito ao contrário para “batizar” o prédio
O Edifício Issor, um dos protagonistas do livro “Rio — Casas & Prédios Antigos — Volume II”, está vazio, à espera de um retrofit.
Inaugurado em 1953, na Rua Almirante Guilhem, 234, no Leblon, o edifício é uma das construções mais charmosas do bairro. Foi erguido por Arthur Albert Rossi, que escolheu o próprio sobrenome escrito ao contrário para “batizar” o prédio.
Até ser esvaziado, o Issor tinha 12 apartamentos de três quartos e 110 m², distribuídos por seus três andares. As unidades do térreo tinham 95 m², e apenas os moradores dos apartamentos de frente possuíam vaga na garagem subterrânea. O edifício não tinha elevador, mas, em compensação, contava com duas escadas: a social, de mármore, e a de serviço.
O Issor ocupava um terreno de 850 m², sendo metade desse espaço destinada a um “jardim secreto”, a apenas uma quadra da Praia do Leblon. Até ser esvaziado, o prédio também não tinha grades.
Por sua relevância arquitetônica e por fazer parte do grupo dos primeiros edifícios do Leblon, o Issor integra a APAC do bairro. Por isso, não será demolido: passará por um retrofit que preservará a fachada e adaptará o interior aos dias atuais.
No terreno dos fundos, atualmente ocupado pelo jardim, a Mozak erguerá o Paradís, um novo edifício de oito andares. Ao todo, os dois prédios terão 32 apartamentos, com áreas entre 62 m² e 147 m².
Pelo projeto, a porta de entrada do antigo Issor será mantida. Infelizmente, porém, o nome do edifício, que carrega mais de sete décadas de histórias, não continuará.







