Rio Open 2027 cresce: quadra rápida e menos privilégio para sócios
Com a mudança, os sócios do clube não terão mais, digamos, como circular gratuitamente pelo evento e, eventualmente, assistir a partidas
O Rio Open mal terminou, nesse domingo (22/02), e já com novidades, entretanto, uma delas não deve agradar muito a parte dos mais ou menos 20 mil sócios entre titulares e dependentes) do Jockey.
O torneio vai crescer e a quadra principal será deslocada para a área central do Jockey, haverá aumento das quadras secundárias e ampliação geral do evento, incluindo o Boulevard e as áreas VIP. Outra mudança: sai o saibro e entra a quadra rápida (de concreto) na área do Hipódromo. O novo estádio principal terá capacidade para 10 mil espectadores. Para comparar, a quadra Guga Kuerten comporta 6,5 mil.
No circuito profissional, a quadra dura domina o calendário. É um piso liso, mais regular que a grama e o saibro, que acelera o jogo e favorece trocas mais rápidas. Não por acaso, dois dos quatro Grand Slams são disputados nesse tipo de superfície: o US Open e o Australian Open. Por isso a dificuldade de trazer mais nomes importantes do esporte para as quadras de saibro.
Com a mudança, os sócios do clube não terão mais, digamos, como circular gratuitamente pelo evento e, eventualmente, assistir a partidas. Hoje, eles entram no complexo, retiram ingresso no clube e, dependendo da ocupação, conseguem acesso às quadras. Nos jogos mais disputados, tem desconto de até 20%. As áreas comuns, porém, seguem livres.
Há um ganho para os sócios com mais quadras livres, uma reclamação recorrente é a interdição de boa parte da estrutura por semanas, deixando muita gente revoltada, desde a montagem até a desmontagem, mesmo rendendo ao clube mais ou menos US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,8 milhão).





